segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quando eu fui um refratário


Não, eu não estou feliz assim

Não, este não é um post sobre como eu pudi suportar as maiores pressões da vida, assim como os produtos refratários, que vão ao forno mas mantém suas qualidades. Nah. Não é a este refratário que me refiro, mas sim àquele que está em dívida com os seus compromissos com a pátria - ou seja, vai se apresentar ao Exército um ano depois do que deveria fazer. No mundo normal, estas pessoas seriam chamadas de "atrasadas" - mas no Exército, denominam-se "Refratários".

Tá, e dai? A questão é que o refratários, segundo as lendas urbanas, sempre são escolhidos pelos sargentos para servirem. E, bem, não está nada nos meus planos passar um ano dentro de um quartel. É mais ou menos como rodar de ano - com a diferença que a gente só passava mais um período na escola, e no quartel é o dia todo, indo para casa nos fins de semana. Terrível.

Ok, mas este post não é pára informar como as coisas acontecem nos quartéis. Embora escreva de uma forma mais leve, a possibilidade de servir é algo que vem me incomodando há algum tempo - justamente por ferir os meus planos. Porém, percebi ontem algo interessante. Sim, sou refratário, mas sou filho de Deus.

Acho que poderia terminar o post por aqui, mas acho importante explicar o que eu quis dizer com "sou refratário mas sou filho de Deus". Não é simplesmente que posso errar o quanto quiser que depois Deus me ajuda a acertar as coisas. Nunca. A questão é que, como filho de Deus, posso descansar em saber que tudo coopera para o bem daqueles que o amam, daqueles que foram chamados por ele segundo o propósito dele. Mesmo que eu vá servir, que passe todo o 2010 dizendo "Sim Senhor", posso confiar em Deus, sabendo que este será o melhor dele. E se ele não quiser, tiver outros planos para mim, ele é poderoso para fazer com que eu não seja escolhido.

O mais importante é confiarmos em Deus, confiar que o que ele tem para nós é o melhor - ainda que diferente do que a gente imagina. E mesmo que sejamos atrasados ou refratários ou desempregados aqui na terra, em breve chegará o dia em que tudo isto será mero passado, e viverei na eternidade simplesmente como filho de Deus.

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Fui hoje na junta. Cinco de outubro devo me apresentar, às 6h30 da manhã. Depois conto como foi.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Deus que é bom

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hb 11.6)

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Não sei se acontece com vocês, mas às vezes o pecado me parece atraente. Quer dizer, as vezes ele parece uma incrível força, parece algo excelente, e então o mandamento de Deus para sermos santos soa como estraga-prazeres. Como se Deus não gostasse que nos divertíssemos - ou então, que Deus não aceita concorrentes, e que se formos ver o pecado, encontraremos algo que é melhor e mais prazeroso que estar ao lado de Deus. Estes argumentos se empilham rapidamente quando estamos diante do pecado, e rapidamente nos prendem - mas quando conhecemos a verdade, somos realmente livres.

Deus é bom. Quero dizer, o pecado não é tão bom assim. Ele pode parecer vantajoso na hora, e podemos até pensar em depois pedir perdão e resolver todas as coisas. Mas não precisamos disto. Não precisamos de férias de Deus. A vida cristã não é um trabalho chato e enfadonho, do qual procuramos nos livrar tão breve possível. Não. Paulo diz em Filipenses 3.8 que considerava tudo como perda "pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo". Cristo é melhor. Seus mandamentos, como dizia Davi, são perfeitos, são amáveis, são bons. Deus é bom. Não é simplesmente uma questão de "seguir a lei", ou sermos "bonzinhos". Não. Nunca! A vida cristã é conhecer a Cristo, é experimentar de algo que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram e nenhum coração sentiu - mas que o Espírito nos revela.

Que possamos, a cada dia, ter esta verdade diante de nós. Que possamos buscar a fonte de nossa alegria não nas coisas deste mundo, mas nos deleitarmos em seguir a Cristo. Não uma busca por sentimentos, mas ver a verdade da obra dele, a perfeita obra dele, e descansarmos naquele que nos amou primeiro.

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Meio uma mistura de idéias. Talvez uma hora saiam melhor talhadas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Castelo


Uau.

Sinceramente, comecei a ouvir músicas estrangeiras quando percebi que poucas bandas brasileiras conseguiam fazer letras mais profundas, ou mais cotidianas. Ok, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado e João Alexandre são exceção - e Asaph Borba, Daniel Souza e Adhemar de Campos, mesmo não sendo tão cotidianos, são incríveis! Bem, pelo visto hoje encontrei mais uma banda para figurar na lista de bandas brasileiras que vale a pena escutar.

O nome da dupla é Douglas e Marcelle. Não há muitas informações sobre eles na internet - além do fato de serem adventistas, mas a música que acabei de ouvir dele nas Novo Tempo prova promete bastante. O som é aquele rock meio calmo, com ênfase no violão bem tocado, vozes tranquilas (posso estar errado, mas me lembra algo de MPB contemporânea), e uma letra bem reflexiva. A que eu ouvi se chama Castelo, fala da Graça - e termina com a frase "É tão difícil não poder pagar".

Até tinha uma crítica mais elaborada na cabeça (com referências até a Amazing Grace), mas o almoço está quase na mesa. Sendo assim, deixo para vocês a letra e a música no youtube. Sou meio contra a ouvir músicas no youtube, mas não achei o cd para vender na internet. Se alguém ver, por favor, me avise!

sábado, 13 de junho de 2009

Imagem e semelhança

De uma nota da Igreja da Comunidade Metropolitana, de São Paulo, publicada no site do jornal O Globo. Esta comunidade realizará um casamento coletivo de homossexuais hoje, na véspera da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

É profundamente injusto e inaceitável que alguém sofra violência verbal, tenha seus direitos violados ou seja vítima de agressões físicas (inclusive assassinatos) por sua orientação sexual ou identidade de gênero. Contra o preconceito e discriminação aos GLBTs, milhões de pessoas saem às ruas em São Paulo para defender a vida e a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus


Esqueceram de dizer uma coisa no final desta nota. Sim, criados a imagem e semelhança de Deus - mas totalmente depravados desde que Adão caiu, filhos da ira por natureza. e carentes da graça divina, que gera fé e santidade nos homens.

O primeiro capítulo da carta aos Romanos, escrita pelo Paulo que deu nome à cidade aonde acontece este ato, explica melhor o que eu quis falar. Quem tem ouvido, ouça.