
Não, eu não estou feliz assim
Não, este não é um post sobre como eu pudi suportar as maiores pressões da vida, assim como os produtos refratários, que vão ao forno mas mantém suas qualidades. Nah. Não é a este refratário que me refiro, mas sim àquele que está em dívida com os seus compromissos com a pátria - ou seja, vai se apresentar ao Exército um ano depois do que deveria fazer. No mundo normal, estas pessoas seriam chamadas de "atrasadas" - mas no Exército, denominam-se "Refratários".
Tá, e dai? A questão é que o refratários, segundo as lendas urbanas, sempre são escolhidos pelos sargentos para servirem. E, bem, não está nada nos meus planos passar um ano dentro de um quartel. É mais ou menos como rodar de ano - com a diferença que a gente só passava mais um período na escola, e no quartel é o dia todo, indo para casa nos fins de semana. Terrível.
Ok, mas este post não é pára informar como as coisas acontecem nos quartéis. Embora escreva de uma forma mais leve, a possibilidade de servir é algo que vem me incomodando há algum tempo - justamente por ferir os meus planos. Porém, percebi ontem algo interessante. Sim, sou refratário, mas sou filho de Deus.
Acho que poderia terminar o post por aqui, mas acho importante explicar o que eu quis dizer com "sou refratário mas sou filho de Deus". Não é simplesmente que posso errar o quanto quiser que depois Deus me ajuda a acertar as coisas. Nunca. A questão é que, como filho de Deus, posso descansar em saber que tudo coopera para o bem daqueles que o amam, daqueles que foram chamados por ele segundo o propósito dele. Mesmo que eu vá servir, que passe todo o 2010 dizendo "Sim Senhor", posso confiar em Deus, sabendo que este será o melhor dele. E se ele não quiser, tiver outros planos para mim, ele é poderoso para fazer com que eu não seja escolhido.
O mais importante é confiarmos em Deus, confiar que o que ele tem para nós é o melhor - ainda que diferente do que a gente imagina. E mesmo que sejamos atrasados ou refratários ou desempregados aqui na terra, em breve chegará o dia em que tudo isto será mero passado, e viverei na eternidade simplesmente como filho de Deus.
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Fui hoje na junta. Cinco de outubro devo me apresentar, às 6h30 da manhã. Depois conto como foi.
