domingo, 25 de outubro de 2009

A coisa mais importante

[na falta de um texto maior. por causa da falta de tempo e de inspiração]

A coisa mais importante de nossas vidas não é aquilo que fazemos, ou o que conquistamos. Há apenas uma coisa que realmente importa, e nesta coisa devemos prestar a atenção - Cristo, e a sua glória. Não que isso signifique que não vamos fazer mais nada, e que o certo é passar os dias sentando, admirando os céus e "contemplando a Deus". Não. A idéia deste texto nasceu justamente de uma situação contrária: acordar de manhã com um pesadelo de que estava atrasado para uma entrevista. Nosso dia é cheio de tarefas, compromissos, metas. Mas, mesmo assim, há algo que devemos prestar a atenção - corrijo, que eu devo prestar a atenção. É que estas coisas, estes nossos trabalhos aqui na terra, não são a coisa mais importante, muito menos a que mais vai durar.

C. S. Lewis disse certa vez que "Tudo o que não é eterno é eternamente inútil", e Isaías profetizou que "Seca-se a erva e murcha a flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Is 40:8). Que estas duas frases retumbem em nossas mentes a cada dia. Que o que vemos não é eterno, que o que tocamos vai se evaporar, e que nossas construção hão de se desfazer - e que mesmo assim há esperança. Temos uma outra terra aonde podemos ter certeza de que o nosso tesouro não vai ser roubado ou destruído pelas traças (Mt 6.19-21). Que mesmo o mundo passando, há algo que é Eterno, e bom ao mesmo tempo brilhando Glória por todo o tempo.

É ai que voltamos para Cristo, e vemos o quanto a sua diferença brilha com força no meio da escuridão do nosso mundo. Que possamos preferir a vergonha de Cristo aos tesouros do Egito, e ainda que tenhamos que andar nesta terra, e cuidar das nossas tarefas, compromissos, metas, saber que todas elas são palha, e mesmo nossas casas não passam da cabanas perto da cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Luz e longitude




Donde vem aqueles que voam
e devoram vários ares em seu voo?


Pronde vão aqueles que pousam
penetram e pisam a pedra do porto?


Que pode iluminar aqueles olhos
que olham luz e longitude pela janela?


Aonde chega aquele que caminha
e carrega sua bagagem sentinela?

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Escrevi o poema/poesia acima por um dos seguintes motivos:

  1. Por que viajei para Vitória no feriado, e entrei dentro de um avião pela primeira vez, e olhei hoje um viàozinho enquanto andava de moto;

  2. Por que tive uma conversa ainda estava semana onde falei que nunca fui bom poeta porque (tá, tá, eu não tenho talento) nunca gostei da tal poesia livre, e nunca consegui lidar bem com a métrica como alguns conseguem

  3. Por que estou lendo o ótimo Sociedade do Anel. As poesias (belas poesias) de Tolkien estão entre as belas pérolas (ao lado de Tom Bombadill) que não couberam nas salas de cinema