domingo, 14 de março de 2010

A lá Spurgeon

A postura de alguns diante das Sagradas Escrituras é interessante. Vejam o senhor James. Ele se levanta e me diz"Estou disposto a aceitar apenas o que diz a Bíblia. Jamais darei ouvidos a quaisquer homem que venha me trazer seus conselhos carnais". Ele faz o que é certo, apreciando a Palavra de Deus e colocando-a sobre todo o mais, mas há um erro no seu argumento. Deixem-me ser claro: a Bíblia que o Sr. James carrega, ela mesma diz que ele deve se sujeitar as autoridades, ou mais, se sujeitar aos outros irmãos. Digo-lhes que o que impede-o de ser submisso não é o seu fervor pelas escrituras, mas sim o seu próprio orgulho. Por acaso com tais palavra eles não se assemelha àqueles que o apóstolo Paulo chamou de "pastores de si mesmos"? Homens que se tem em tão alta-estima que desprezam todo o resto? Sim, Sr. James, podes falar sobre os homens, e em tua torre de marfim te esconderes, conjecturando seres proprietário da verdade, mas colocaste a Bíblia num pináculo tão alto que não a consegues ler quando diz "não te estribes no teu próprio entendimento", ou então que "maldito é o homem que confia no homem". És tu como os fariseus, que embora se considerassem doutores da Lei, falharam em reconhecer Aquele que é revelado em todo o velho concerto?
Há alguns entre vós que dizeis "Oh, mas eu confio no Senhor. Eu acredito nele. Creio que Jesus é verdadeiro, e que ele morreu numa cruz. Também leio a Bíblia, e sei que ela veio de Deus". Entretanto, com a boca falas tais palavras, mas com o coração dizes outras. Crês em Jesus e fazes o que ele odeia? Amas a Bíblia e a desobedeces? Deste modo, pareces com o homem que lê no jornal, de manhã, que uma terrível tempestade há de se abater contra a cidade, destruindo todas as casas. "Eu acredito no jornal", ele diz, "e sei que o que está escrito aqui é a mais pura verdade". Entretanto, quando chega ao ponto final, tal homem se levanta e vai dormir. Enquanto repousa, às águas caem dos céus, enchem os rios, e pela manhã não resta mais casa alguma naquela cidade. Assim acontecerá também com vós, se não vos converterdes: havereis de dormir cantando sobre vossas crenças, mas sereis surpreendidos com a realidade que jamais conjeturastes.
Talvez teu coração doa diante destas palavras, e te faça sofrer, pois nestas frases vês o reflexo do que tens vivido. Tenho duas palavras para ti. A primeira: se nunca crestes, então comeces crendo em Cristo. Foi justamente para trazer libertação da incredulidade - pois este é o nome do vosso pecado - que nosso Senhor veio a esta terra. Creiam que vocês são realmente pecadores, muita piores que a minha sucinta descrição, e que não podem obter salvação por suas próprias obras. Arrependam-se, humilhem-se - e ele vos libertará. Ele fará a fé jorrar em vocês como o rio começa a brotar do deserto, trazendo vida ao redor. Buscar a fé em si mesmo é como buscar comida dentro duma vasilha vazia de madeira. O que vocês procuram não está ali, mas sim fora. A fé faz parte de todo o dom perfeito que não vem de outra fonte, senão da Divina.
Minha segunda palavra é: uma vez que creram em Cristo, obedeçam a Ele. Analisem as escrituras, e verão ali o registro escrito do Verbo que se fez carne. Amem tais palavras, obedecem-na, e creiam que é apenas por causa do tal rio de que falei acima que os frutos da obediência virão a nascer em ti.

 Estava pensando como seria interessante escrever um texto usando o jeito (ótimo) do Spurgeon. Ok, sei que não ficou tão bom, e com certeza Spurgeon terio feito uma exposição teológica muito melhor baseada (principalmente nos dois últimos parágrafos, que ficaram fracos).

É isto.

Até!