quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cidade dos Quadrados

crédito: sawitfirst.co.uk


Nota: O texto a seguir é só um exercício de aula. Não conheço Curitiba o suficiente, e qualquer erro se deve exclusivamente a minha ignorância.


Pense numa folha de papel quadriculado. Vários riscos azuis se atravessam, formando pequenos quadrados em todo o papel. Se ela for bem feita, todos eles terão a mesma forma, o mesmo tamanho, o mesmo ângulo - monótono, mas prático. Se você transformasse esse agrupamento de quadriláteros numa cidade, prédios nos espaços em branco, ruas encima das retas azuis, teria um retrato eficaz de Curitiba - tanto de sua forma quanto de sua personalidade.
Num dos cantos do quadrilátero se localiza o prédio onde mora Tezza, escritor curitibano, bom conhecedor da cidade. Seu apartamento, conhecido pelo almoços pontuais às doze horas e o cuco (herança de uma tia), é o décimo empilhado dentro de um prédio bege. Das janelas de sua sala é possível ver as ruas seguindo paralelas até o horizontes. Também se percebe que, apesar da precisão e da matemática, os cálculos não foram suficientes para que todas as casas, prédios e pessoas de Curitiba fossem iguais.
É possível enxergar, por exemplo, ao norte, um amontoado de prédios cinzas, que mesmo à distância causavam uma má impressão. Eles ficam perto da área industrial, onde a lei é o máximo de pessoas no mínimo espaço possível. Poderia ser pior, mas os operários passam boa parte do dia nas fábricas. Não devem ter tempo de reclamar.
Já no sul, um pouco mais perto, várias casas convivem bem com a simetria e precisão. Seus jardins são largos, lares são espaçosos, ruas são calmas.
Tezza mora no meio destes dois ambientes, mas não só geograficamente. Sua janela lhe permite ter uma visão ampla de sua cidade, e como um cartógrafo, munido apenas de caneta, ele escreve sobre as história que acontecem entre as linhas. Dos contrastes inesperados. De vez em quando, o cuco o lembra que é hora de parar.

Censura

Primeiro o Google disse que o Brasil era o país que mais vezes exigiu acesso ao banco de dados do Google.
Agora o Brasil está irritado porque o Google disse isso.

Qual o próximo passo? Processar (denovo) o Google?

Ah, é. Mudei o layout do blog.