Poisé.
Um grande problema dos textos é que, para passar uma idéia simples, temos que dar todo um contexto, nome para os personagens, o conflito entre eles, para depois começar a escrever o que realmente importa. Não que seja um trabalho muito desgastante, mas demora - e num mundo onde a meta é produtividade, produtividade, PRODUTIVIDADE!!!, isso não é uma coisa muito boa.
Tempos modernos.
Sendo assim, vou fazer deste post um simples texto, com uma idéia que tive hoje, sobre nos chamarem de tapados, essa mania dessa cambada de mente aberta por ai. Seria um texto maior, mas como o tempo não é muito longo, vou lançar a idéia, apenas, compartilhar, e cabe a vocês dar uma continuidade, pensar num fim para a história.
Como aqueles exercícios do ginásio.
Vamos ao texto então, que começa de uma forma peculiar:Um tio, em pé, com as duas mãos na face, paralelas, para a frente, como aquilo que os cavalos usam.
- Garoto, para com isso! Você não pode ser mente fechada, guri! Não pode ser tapado, que nem os cavalos de corrida, achar que só o que o pastor fala tá certo! Não é assim! Não viu aquele pastor na televisão? Eles são tudo assim!
- Mas tiu - o garoto retruca - qual o problema de ser tapado? - O tio sai de cima da mesa da lanchonete e coça sua infante careca.
- Ah sobrinho... Sabe como é! ter mente fechada, olhar pra uma só coisa... Isso é ruim, né!
- Mas qual o problema de olhar pra um só lugar?
- Ah sobrinho... Poxa, tem que olhar pra mitas coisas, ver o que as pessoas falam... Não pode só seguir um caminho!
- Bem tio. Se é desse jeito, o que acha de trocarmos esta palavra. Tapado é uma palavra meio feia. O que acha de trocarmos tapado por monogâmico?
- Ãn?
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Assim no papel agora parece pior do que quando eu pensei nela pela primeira vez - até porque muitas vezes que é mais tapado é aqueles que nos chamam, e não estão dispostos a sair de suas próprias convicções para Cristo.
Aproveitando a deixa, então, vou colocar outra pequena idéia, mais antiga, mais fermentada.
- Sobrinho, como é que você crê na Bíblia? Foram homens que escreveram o que queriam, e só depois de bastante tempo os padres junatram tudo. Tem isso até naquele livro da capa vermelha que tu me deu pra ler, filho - a tia se vira para seu filho, que comia uma taça de sorvete - aquele de capa vermelha com uns olhos na frente...
- Bem tia... Eu sei de tudo isto. Mas vamos falar uma coisa: a tia é professora, não?
- Sim, há trinta anos, com um monte de celebridade aprendendo a escrever pelas minhas mãos - ela disse, com uam ênfase um pouco exagerada nas primeiras pessoas.
- E então. Como essas pessoas aprenderam a escrever?
- Ora... Você sabe: eu segurava as mãos delas, e ia desenhando a letra. Em menos de três meses todas aprendiam.
- E então... Mas quem escrevia?
- Ora... Eram elas - e havia um pouco de tristeza em sua voz por não poder usar a primeira pessoa do singular nesta frase.
- Mas era a senhora que escrevia na verdade, não? Elas apenas seguravam o lápis e deixavam sua mão fazer tudo. Você escrevia através das mãos delas.
- Sim, claro!
- E então tia. Com Deus é a mesma coisa: eles manejava as mãos dos escritores. Na verdade, era Ele quem escrevia, mas manejava as mãos dos profetas por trás. Foi Isaías quem escreveu o livro dele, assim como Mateus e Marcos, mas na verdade Deus usava das mãos deles para escerver aquilo que ele queria para seus filhos.
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Por enquanto é isto.
Escolham um dos textos, completem, e me entreguem no final da aula.
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