quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Parousia (παρουσία)


"Paul Sides predisse que o dia 13 de Setembro de 2007 (hoje!!!) marcaria o fim de 7 anos de 'guerra e rumores de guerra' que começou com a anulação do Acordo de Oslo. Sides prevê no final dos 7 anos do 'período de tribulação' que culmina numa guerra na Terra Santa que traria de volta o Messias."

Achei isso aqui no wikipedia (em inglês).

Nota: Hoje é dia 13 de Setembro de 2007. Temos mais 2h e pouco de dia aqui no Brasil.

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Há apenas uma coisa interessante nisso tudo. Tipo, claro que Jesus não deve voltar hoje (às vezes parece que este povo que lê tanto a palavra e acha as mais variadas datas nunca parou pra ler este versículo aqui, Mt 26.36).

Mas apesar disto, há uma coisa interessante. Fala sério: pensar por alguns instantes que ele voltaria amanhã não dá um certo frio na barriga? Não é tão mais fácil pensar em várias desculpas (FALTA O ANTICRISTO, O ANTICRISTO!!!!) do que abaixar a cabeça e dizer "Maranata"?

Somos como certos guardas que, na sua última noite de serviço, antes de conseguirem a aposentadoria, viram sua terra receber uma maldição: trevas para todo o sempre.
Somos estes guardas, que vigiam, guardam, de certo modo tensos às vezes (pois tem um tesouro consigo, presente do Rei, valiosíssimo) - mas que aguardam pela manhã, pelo romper dela, quando descansarão na casa do Rei para todo o sempre, sempre iluminados pela sua glória.

"Das profundezas clamo a ti, ó Senhor.
Senhor, escuta a minha voz;
estejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas.
Se tu, Senhor, observares as iniqüidades, Senhor,
quem subsistirá?
Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.
Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda,
e espero na sua palavra.
A minha alma anseia pelo Senhor,
mais do que os guardas pelo romper da manhã, sim,
mais do que os guardas pela manhã.

Espera, ó Israel, no Senhor! pois com o Senhor há benignidade, e com ele há copiosa redenção;
e ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades."(Sl 130)

"E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos."(Ap 22.5)

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to-be-continued

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Paradoxo

Chesterton, jornalista (só podia ser) inglês, em seu livro Ortodoxia (já citado neste post), fala que o cristianismo está cheio de paradoxos. Cristo ama a Justiça ardentemente, mas ao mesmo tempo ama tanto o injusto que morreu para livrá-lo do juízo. Do mesmo modo um Deus extremamente santo se abaixa ao ponto de poder tocar e trazer vida a homens extremamente traidores. São dois opostos ardentes e gigantes unidos numa mesma pessoa. E creio que há duas palavras que, mesmo parecidas, ilustram bem isto: amo (no sentido de senhor, mestre, patrão) e amor.

Uma, fala de alguém superior, que manda. Nos traz a imagem de um gênio que obedece quem esfregou sua lâmpada, não por querer, mas por dever. É uma palavra carregada de peso, assombrosa, ainda mais em dias liberais como hoje.

Já a outra, é como uma luz no fim do túnel, uma vento refrescante numa manhã quente. É profundo o desejo de cada pessoa, e podemos até mesmo dizer que elas correm para o amor, para este sentimento, com a mesma força que correm do amo, com seu chicote e capa preta.

E ai vem Cristo, mestre em unir opostos, judeus e gentios, une as duas palavras em sua pessoa. Ele é um Senhor, um Kurios, um elevado Rei e Soberano sobre toda a terra - mas ao mesmo tempo vem nos amar, cuidar de nós, nos ajudar em nossas fraquezas. É como um gigante que, criando um mundo, e estando fora dele, num instante resolve visitá-lo, e se torna amigos de alguns habitantes deste mundo.

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Ok. O segundo semestre do jornalismo se deixou uma marca: eu estou desaprendendo a escrever. Isso mesmo: desaprendendo. Mas posso fazer uma matéria de rádio falando sobre isso, o que vocês acham?