Chesterton, jornalista (só podia ser) inglês, em seu livro Ortodoxia (já citado neste post), fala que o cristianismo está cheio de paradoxos. Cristo ama a Justiça ardentemente, mas ao mesmo tempo ama tanto o injusto que morreu para livrá-lo do juízo. Do mesmo modo um Deus extremamente santo se abaixa ao ponto de poder tocar e trazer vida a homens extremamente traidores. São dois opostos ardentes e gigantes unidos numa mesma pessoa. E creio que há duas palavras que, mesmo parecidas, ilustram bem isto: amo (no sentido de senhor, mestre, patrão) e amor.
Uma, fala de alguém superior, que manda. Nos traz a imagem de um gênio que obedece quem esfregou sua lâmpada, não por querer, mas por dever. É uma palavra carregada de peso, assombrosa, ainda mais em dias liberais como hoje.
Já a outra, é como uma luz no fim do túnel, uma vento refrescante numa manhã quente. É profundo o desejo de cada pessoa, e podemos até mesmo dizer que elas correm para o amor, para este sentimento, com a mesma força que correm do amo, com seu chicote e capa preta.
E ai vem Cristo, mestre em unir opostos, judeus e gentios, une as duas palavras em sua pessoa. Ele é um Senhor, um Kurios, um elevado Rei e Soberano sobre toda a terra - mas ao mesmo tempo vem nos amar, cuidar de nós, nos ajudar em nossas fraquezas. É como um gigante que, criando um mundo, e estando fora dele, num instante resolve visitá-lo, e se torna amigos de alguns habitantes deste mundo.
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Ok. O segundo semestre do jornalismo se deixou uma marca: eu estou desaprendendo a escrever. Isso mesmo: desaprendendo. Mas posso fazer uma matéria de rádio falando sobre isso, o que vocês acham?
Bá, se vc ta desaprendendo a escrever, eu já desaprendi a tempos!
ResponderExcluireu nunca tinha parado pra pensar nisso, nesse sentido...
Bem, Jesus... nossa, não tenho nem palavras pra descrever o quanto Jesus é bom, pra vir na sujeira do mundo por nossa causa!! :D
ELE é bom!! bom demais!!!!
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