quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Somos incrivelmente bons!


O primeiro mistério da luz é este: a fé nos diz que não há dois princípios, um bom e um mau, mas há um só princípio, o Deus criador, e este princípio é bom, só bom, sem sombra de mal. E por isso também o ser não é uma mistura de bem e de mal; o ser como tal é bom e por isso é bom existir, é bom viver. Este é o alegre anúncio da fé: só há uma fonte boa, o Criador. E por isso, viver é um bem, é algo bom ser um homem, uma mulher, é boa a vida.

A otimista citação acima foi tirada do discurso do Papa deste final de semana. Com o título "o mal não é intríseco ao homem, Cristo triunfou sobre ele", Bento XVI lê Romanos 5 e chega a conclusão de que a natureza do homem depois da vinda de Cristo é boa - basta-nos pedir por mais dele.

Embora tenha sido o Papa que falou isto (e vocês sabem que ele é infalível!), há um erro nesta lógica - e um erro que vem carregado de um peso imenso. É difícil você falar que o homem é bom sem chegar à conclusão de que ele pode pagar sua entrada no céu - e é exatamente isto o que a Igreja Católica prega. Que os homens, através do seu livre arbítrio, conseguem entrar no céu.

Eu não sei quanto ao Papa, mas eu não creio nisto. Não sou infalível, sou mal, e vejo o mal crescendo dentro de mim de uma forma que eu não posso controlá-lo. Este controle não pertence a mim, e mesmo que pertencesse, eu o corromperia como todo o mais.

É por estas e outras que a cada dia tenho me apaixonado mais por Cristo. Em mim mesmo eu sou terrível, e mesmo minha justiça não passa de trapo de imundícia. Sou uma camisa rasgada, um odre velho, que não adianta simplesmente dar uma arrumada. É necessária a morte, a desistência de viver a vida pelas minhas forças para então vivê-la pela vida de Cristo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Deus x Erro do Corel?

Ontem estava com um grande problema: o Corel Draw estava com um problema que ia impedir meu trabalho. Mas Deus é mais forte que o erro do Corel.

Nota1: Era um erro feio. Bem feio.

Nota2: Abri hoje o programa de manhã. Agora são 16h05, e nenhum erro. Nenhum.

Nota3: Quando Deus aplicou milagres no Egito, ele venceu cada um dos deuses egípcios. Para os adoradores do Sol (Rá), ele o ocultou por alguns dias. Para aqueles que adoravam o Nilo, ele transformou suas águas em sangue. E por ai vai. Deus humilhou os falsos deuses deste mundo.

Creio que o mesmo aconteceu com Jesus. Ele venceu, de certo modo, nossos deuses modernos. A razão matemática foi vencida no partir de seis pães para mais de 5 mil homens. A razão física da gravidade, na cruz. A razão biológica na morte da figueira, na ressureisção de Lázaro e na sua própria. E a razão hedonista, na cruz.

Não há nenhum entre os deuses modernos que seja maior que Jesus. Não há nada maior do que ele.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Morrer no deserto

Há mais ou menos quatro anos atrás, comecei a minha vida de blogueiro. Com o modesto e simples Mundo de Hoje na Visão de um Cristão, escrevia aquilo que o Senhor falava comigo e algumas músicas (leia-se: rap) que eu fazia também. Também não tinha muita frequência, o que provavelmente vai me atrapalhar quando eu entrar para a imprensa periódica. Além disto, eu estava na primeira série do segundo grau - e vocês devem ter uma idéia da qualidade dos textos.

Entretanto, mesmos antigos, houve um texto daquela época que ainda hoje fala comigo. Atualmente, devido a alguns problemas técnicos, tenho me questionado sobre a bondade de Deus. Ora, mas não é sábio se questionar sobre isto. Deus é bom. Ele sempre é bom, e sempre tem um bom final para as nossas histórias. Sempre. Basta entregarmos a caneta na mão dele e deixar ele passar para o papel o propósito dele.

O tal texto segue abaixo. Dei uma corrigida nele, arrumei algumas coisas, mas se quiserem vê-lo no original, ele está, junto com outros textos com cheiro de naftalina, no The Return Of The Losts Posts. Que o Senhor também fale com vocês, e que possamos aprender a descansar nele.

Ele não nos tirou do vale da sombra e da morte, ou melhor, o mundo, para morrermos, mas sim para vivermos! Nós não podemos imitar o povo de Israel. Pouco depois de sair do Egito, eles viram os os soldados do Egito vindo atrás deles e sem perder tempo disseram a Moisés "Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito" (Ex 14.11).

O interessante, e curioso, e preeocupante é que o povo que disse isto é o mesmo que há poucas semanas havia presenciado a maior concentração de milagres da história, milagres que atingiram os egípcios e humilharam os seus deuses, um a um. Reclamavam dos soldados, mas se esqueciam que todos os primogênitos daqueles soldados morreram numa mesma noite. Não conseguiam crer que o mesmo que havia lhes dado a liberdade do Egito podia sustentá-los nesta liberdade.

Sempre nos lembramos destas situações dos israelitas como exemplos da infidelidade deste povo, mas será que somos tão melhores assim? Eles reclamavam dos problema que vieram depois da liberdade, mas as vezes reclamamos da nossa também. No início, louvamos a Deus por sermos livres de namorar, de participar dos joguinhos. Louvamos a Deus por podermos descansar esse área diante dele. Entretanto logo depois estamos irritados porque os outros podem namorar, e nós não. Louvamos a Deus pela libertação em nossas vidas, mas depois reclamamos como se esta libertação. Não conseguimos crer que o mesmo que nos deu a liberdade do pecado, do mundo, pode sustentar-nos nesta liberdade.

Mas a palavra oferece uma solução. Repare no que Paulo escreveu aos irmãos de Tessalônica. Na primeira vez que ele viajou a esta cidade, alguns irmãos se converteram. Conheceram a palavra do Deus que é bom. Entretanto, pouco tempo depois, eles foram levados a uma praça e os acusaram de pregar outro Rei. Paulo teve que sair às pressas da cidade, durante a noite - um belo exemplo de quem podia reclamar de ter conhecido a Cristo. Mas o que Paulo escreve a estes homens? "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." (ITs 5.18). Ele não disse "Só deêm graças na alegria, na paz e na abundância." Em tudo deve ser dado graças. Tiago concorda com isto: "Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores." (Tg 5.13) Provavelmente é isto o que o autor de Hebreus quis dizer em Hb 13.15. Se sacrificar louvando. Louvar mesmo que doa, mesmo que diante dos olhos não haja nada de bom. Louvar não pelas circunstâncias, mas ao Deus que é acima delas.


É isto ai. Até uma próxima.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Paz na terra (aos fãs de Casting Crowns)

Se o natal já é um tempo de festa, neste ano há um momento a mais para comemorar.

"Peace on the Earth" é o quarto álbum da banda Casting Crownpeace on earth_1s. Como o nome do CD indica, indica, o tema é o Natal, a busca pela mensagem por detrás da data, como informa o MusiChristian.Com. Aliás, o site já está oferecendo o CD para pré-venda por U$S 9.97. Se alguém estiver interessado em comprar, o frete internacional fica em U$S 9. O lançamento do album está previsto para 7 de outubro de 2008.

No site da banda é possível ouvir algumas músicas do álbum. Entre elas uma nova versão de "While You Are Splepping". A música que fala sobre uma cidade que não tem espaço para Jesus nascer saiu originalmente no álbum Lifesong, de 2005. Nesta nova versão, algumas partes foram suprimidas e outras adcionadas, mas o ritmo é o mesmo - assim como a mensagem de advertência aos Estados Unidos.

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Ahá! Meroarganaz também é notícia.

Me dá um Jota!

- Jota!
- Me dá um Ê!
- Ê!


Um homem, cantando num microfone ao som de guitarra, pede letras, enquanto garotas em outros microfones respondem.

- Me dá um Ésse!
- Ésse!
- Me dá um Û!
- Û!


A música serviria muito bem para crianças de cinco anos de idade. Entretanto, o homem canta no hall do Centro de Comunicação e Expressão da faculdade. É quarta-feira, dia em que algumas bandas se apresentam, e aonde alguns estudantes aproveitam para dançar, cantar, ou usar drogas. As vezes tudo ao mesmo tempo.

Hoje, entretanto, ninguém acompanha o homem, a não ser alguns poucos jovens, distribuindo folhetos.

- Me dá outro Ésse!
- Ésse!
- E EU QUERO JESUS!!!


O homem grita, o som da guitarra cresce, a bateria fica mais pesada. É como se das caixas de som saísse animação em ondas sonoras. Entretanto, para este som, boa parte dos estudantes está surda.

Dois jovens passam pela frente do espetáculo, conversando sobre o final da Lei de Moore. Um deles escuta o som, e, num sorriso, diz "glória a Deus". O outro, abaixa a cabeça, e por alguns instantes não sabe direito o que fazer. Um pouco de vergonha lhe atinge as faces. Mas só por alguns instantes.

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É curioso. Sempre nos lembramos do sacrifício de Cristo, das dores que ele passou, dos ferimentos nos pulsos. Entretanto, houve uma outra dor que nossos Senhor passou, uma dor mais próxima de nós. A vergonha. Enquanto ele caminhava até a cruz, as pessoas não faziam um silêncio solene - como se um Deus passasse por ali, por exemplo. Os homens riam dele, faziam piadas, e diziam "Salvou aos outros e não pode salvar a si mesmo".

Temos medo de nos envergonhar. No fundo, ninguém quer passar por ridículo na frente dos outros, pedindo letras para formar a palavra Jesus, ou sofrendo piada dos outros. Entretanto este foi um peso que Cristo carregou. Cristo não se importou em se preservar, em se cuidar. Ele preferiu a vergonha, porque tinha em seus olhos um objetivo maior do que a sua vida terrena. Ele não usurpou ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, indo até a humilhação, e à morte humilhante.

Sejamos humilhados então. Sem vergonhas para fazer o que é certo. Sem vergonhas para fazer aquilo que Deus quis. Sem vergonha de se dizer cristãos, mesmo que isto signifique provocar risadas nos outros. Porque enquanto os outros riem dos evangélicos tolos, Jesus honra os seus filhos diante dos anjos.

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Hoje sem foto mesmo.

E lá vamos nós denovo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Novidades no meroarganaz.blogspot.com

* Novo design;
* Novos conteúdos;
* Atualizações não-periódicas;
* Leitor de RSS (isso mesmo!)

O mundo nunca mais será o mesmo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Piada de ateu

- Você acredita na Bíblia? - diz o ateu, com um sorriso, para o cristão. - Em Deus criando o universo, em bebês nascendo de virgens e de pessoas ressuscitando? Isso é ridículo! Isso não existe!

- Ok, e como surgiu o universo então? - Pergunta o cristão.

- Ah, isso é simples. Não existia nada, apenas energia - mas não existia nada. Então houve uma explosão e surgiu tudo!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Celebrando a (In)dependência

Eduardo corre por uma avenida do centro da cidade. Sente uma pequena dor no peito. Dentro da mochila, que carrega em suas costas, uma conta que tem que ser paga naquele dia, e um caderno para ele anotar as observações feitas durante a entrevista que vai fazer. Mas acontece que ele não acha nenhum banco para pagar esta conta, e já está atrasado para a entrevista. Além de todo este peso em sua mente, a mochila parece puxar seus ombros para baixo, como se pedindo um pouco de calma. Mas calma é algo que ele não pode ter.

O semáforo de pedestres fica vermelho, e logo vários carros estão andando entre o garoto e o outro lado da rua. Ele se encosta no poste e tenta descansar um pouco. Olha o relógio, e entre uma respiração e outra, reclama. Quinze minutos atrasado para a entrevista, e ele nem faz idéia de onde ficava o tal café aonde deveria entrevistar o advogado. Em teoria sabe aonde ficava o tal café Dulce Vitta, mas esta teoria não funciona agora, diante da prática.

O semáforo fica verde, os carros param, e ele começa a correr. Seu corpo dói. Sua mente dói. Sente-se perdido, olhando ao redor as placas com o nome das ruas, tentando se localizar – mas são tentativas frustradas. E no meio destas tentativas, os sentimentos que queimavam em sua mente chegam em sua boca, e se transformam numa frase de desabafo.

"Porque Tu pedes que a gente seja como criança se nos põe num mundo de adultos?"

De repente, algo acontece. O cansaço continua, a dor no peito e nas costas continua, e o relógio segue seu ciclo. Mas no meio de toda a agitação, o garoto sente Deus, o Rei do Universo, Criador dos Céus e da Terra, e seu pai, falando com ele. Respondendo sua pergunta.

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Ser responsável, independente, "dono do próprio nariz". Este é o desejo de quase todo mundo – e é isto o que nós comemoramos hoje. O dia da independência do Brasil. A bíblia também conta a história do dia da independência de um homem – mas não como um dia para ser comemorado.

Na parábola do filho pródigo, Jesus fala de um garoto que não queria mais viver na casa do pai. Poderia dizer que ele era rebelde, mas como “rebelde” é uma palavra forte, digamos que ele queria ser “dono do próprio nariz”, independente, adulto. E então pegou o dinheiro do seu pai e foi para longe de sua casa.

Mas o que era para ser a melhor fase de sua vida, quando ele começaria finalmente a viver, sem os limites do pai, acabou sendo sua pior fase. No início, ele tinha dinheiro, e consequentemente, amigos, mulheres e diversão. Porém, ele não era um bom administrador, nem do seu dinheiro nem de si mesmo, e que acabou sem dinheiro, e tendo que competir com porcos por comida. O que era para ser vida acabou virando uma espécie de morte.

Daniel Souza certa vez cantou que o problema do homem é viver independente de Deus. O filho pródigo concordaria com esta música, e nós devemos prestar a atenção nisto também. Enquanto decidirmos viver sem Deus, ou estando perto dele e não dependendo dele, veremos que não somos bons administradores, bons senhores de nós mesmos. Ser adultos e independentes (como o mundo tanto quer ser hoje) é o começo de um caminho que vai terminar na ruína.

Creio que é por isto que Jesus disse que devemos ser como crianças, mesmo em meio a este mundo. Não é uma contradição, algo estranho ao mundo – mas pelo contrário, é exatamente a nossa salvação. Depender dele, confiar que ele é Senhor sobre cada evento de nossa vida é o único meio de vivermos nos dias de hoje. É nossa vida. Quando aprendermos a descansar nas mãos de quem é poderoso para nos guardar em tudo, em todos os momentos, viveremos. Quando não andarmos mais tentando fazer as coisas pelas nossas forças, mas deixarmos que haja um pai sobre nós, deixarmos termos um Senhor, seremos livres. A cruz, na verdade, tem o objetivo de matar o que nos impede de viver, de viver eternamente. E como Cristo disse, a vida eterna é conhecer ao Pai, único Deus verdadeiro, e Jesus Cristo, enviado por Ele.

Por isto, no dia da independência, vamos comemorar nossa dependência. Comemorar aquele que morreu, ressuscitou e foi glorificado, e nos fez servos. Nos fez filhos.

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São cinco horas da tarde. O sol começa a se pôr, e Eduardo ri sozinho dentro de um ônibus. Dentro da mochila, que agora estava em cima das suas pernas, em um pequeno caderno sem capa, estavam escritas várias anotações feitas durante a bem sucedida entrevista que fizera. Ele chegou um pouco atrasado no lugar, mas as pessoas estavam lá, e ele conseguiu fazer tudo o que precisava. E embaixo do caderno está a conta que ele pagou, num banco estranhamente vazio.

“Obrigado, pai”, ele diz, olhando para o céu (ou quem sabe para algo que estava além do céu). “Obrigado, pai”, disse mais uma vez, sentindo um prazer especial quando diz a última palavra.

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Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

(Mt 6.31-33)

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Este foi um texto, baseado em fatos reais, que eu já estava pensando em escrever há um bom tempo, mas que resolvi escrever para o Compartilhar por causa do sete de setembro.

E, sim, espero voltar a escrever com mais freqüencia aqui, mesmo pequenos textos. As vezes é importante ser fiel nas pequenas coisas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Misericórdia

funcionário do mês O carro passeia pelo centro da cidade, entre as luzes dos faróis e dos postes. No banco de trás está um jovem com seus 18 anos e uma criança, não muito menor, com seis anos de idade. Os pais da criança recentemente passaram a frequentar uma das Igrejas tradicionais da cidade. É para lá que eles se dirigem.

O menino olha para a janela, como todas as crianças fazem, e começa a cantarolar uma música - se é que é possível chamar de música uma letra em que a palavra "créu" é repetida diversas vezes. O jovem não demora muito em pensar numa crítica ao garoto, mas por um motivo qualquer fica quieto.

Mais alguns metros a frente, o motorista - outro jovem, mais alto, com quase 25 anos - começa a orar em voz alta, agradecendo a Deus pelo dia. A criança entra no embalo e ora também.

"Deus" Ela diz "Obrigado porque a gente conhece a tua Igreja que é tão linda. Eu te amo, Deus". E ela continua orando, repetindo o que já disse e falando outras coisas, todas sinceras, como todas as crianças fazem.

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Não sei se isto acontece com você (provavelmente sim) mas quando alguém vem me cumprimentar durante uma reunião da Igreja, é normal que ela diga "você é precioso para Deus". Bem, não sei o que passa pela cabeça de vocês quando escutam isto, mas eu quase sempre tenho um sentimento de satisfação. Satisfação como quando um funcionário ouve de outra pessoa que o chefe está feliz com o trabalho dele.

Mas há um problema em ver as coisas deste ponto de vista. Do mesmo modo que me agradava ouvir estes supostos elogios, quando eu olhava a minha vida, minhas atitudes pequenas, minhas pequenas rebeliões, não me sentia nada confortável. E se o patrão que se agradou de mim resolve-se me responder segundo as minhas atitudes? E se a minha farsa caísse?

Acontece que este problema não gera só a insegurança. Gera a competição. Apenas um rosto aparece na placa de funcionário do mês. Por isto as críticas. Por isto o tentar olhar os outros de cima, criticando, julgando, mostrando como sou melhor. Ateus, evangélicos da prosperidade, ou tradicionais, ou ambientalistas, ou qualquer tipo de pessoa diferente de mim tornavam-se alvo de minhas críticas.

E o problema é que não são só estes outros que eram criticados. Aos poucos, mesmo minhas amizades, presentes de Deus que tenho experimentado de forma bela neste ano, passaram a receber as flechas de minhas críticas. Aos poucos, cada amigo foi sendo atingido, atacado, rotulado - até que as flechas se voltaram contra mim mesmo.

E ai entra Cristo, no meio desta pequena chacina particular. A Bíblia diz que Deus me ama. Ela diz que Ele me amou primeiro, antes que eu o amasse, antes que eu o conhecesse - antes sequer que eu tivesse nascido. C. S. Lewis diz que Deus olha o tempo "de fora", como se todo o tempo fosse um quadro, e ele visse tanto o começo quanto o final - e tudo o que acontece entre estes dois extremos. E a Bíblia concorda com isto, quando Deus diz conhecer cada um dos nossos dias.

Se ele é mesmo assim, quando ele disse que amava cada homem, ele disse que me amava - e disse isto sabendo de cada um dos meus erros, desde os grandes pecados que cometi antes de me converter. Como nenhum outro homem, ele sabia o quanto eu sou mal, e o quanto eu não mereço nada. Entretanto, mesmo sabendo tudo sobre mim, ele me amou como nenhum outro poderia, de forma intensa e completa.

Esta é a piada. O fariseu que eu era buscava agradar a Deus - mas no fim, não conseguiria nada a não ser a destruição da parte de Deus. Mas as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos destruídos, diz Jeremias. As misericórdias. Aquilo que o homem merecia, Deus sofreu em si mesmo, quando decidiu carregar uma cruz. Sua misericórdia permitiu que me amasse, e seu amor cobriu uma multidão de pecados, até me encontrar.

Sim, sou precioso para ele - mas isto não está em mim. Sou precioso, e a única base para esta afirmação é a misericórdia de Deus. Não preciso agir para ser o funcionário do mês, até mesmo porque eu não sou funcionário - sou filho de Deus, filho que ele cuida, e para o qual ele dará o melhor - ele mesmo.

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Texto meio rápido, e final confuso. Mas agora são 2h36 da manhã, e foi isto o que consegui escrever. É um pequeno relato do que está acontecendo em São José dos Campos (fotos), e espero que seja de alguma utilidade - nem que só para mim mesmo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Do Oeste ao Leste

(Tradução retirada do site Christian Translation)

Oriente ao Ocidente
Escrita por Mark Hall e Bernie Herms

Eis-me aqui, Senhor, e estou me afogando em Teu mar de esquecimento
As correntes de ontem me cercam
Eu anseio por paz e descanso
Eu não quero acabar onde Tu me achastes
E isso ecoa na minha mente, me deixa acordado à noite
Eu sei que Tu afastastes o meu pecado o tanto quanto o oriente está longe do ocidente
E eu estou diante de Ti agora como se eu nunca tivesse pecado
Mas hoje eu sinto como se eu só tivesse mais uma chance de errar antes que Tu me deixes dessa forma

[Coro:]
Jesus, podes me mostrar quanto o oriente está longe do ocidente?
Porque eu não consigo suportar ver o homem que eu tenho sido levantando em mim novamente
Em Teus braços de misericórdia eu encontro descanso
Porque Tu sabes quanto o oriente está longe do ocidente
De uma mão cicatrizada à outra

Eu começo o dia, a guerra começa, me lembrando incessantemente do meu pecado
De tempo em tempo Tua verdade novamente é afogada pela tempestade em que me encontro
Hoje eu sinto como se eu só tivesse mais uma chance de errar antes que Tu me deixes dessa forma

[Coro]

Eu sei que Tu me lavastes até ficar branco, transformou a minha escuridão em luz
Eu preciso da Tua paz para me ajudar a passar, a passar por essa noite
Eu nao posso viver pelo que eu sinto, mas pela a verdade que a Tua palavra revela
Eu não estou Te segurando, mas Tu estás me segurando
Tu estás me segurando

[Segundo coro:]
Jesus, Tu sabes quanto o oriente está longe do ocidente
Eu não preciso ver o homem que eu tenho sido levantando em mim novamente
Em Teus braços de misericórdia eu encontro descanso
Porque somente Tu sabes quanto o oriente está longe do ocidente
De uma mão cicatrizada à outra
(Quão longe está o oriente está do ocidente Quão longe)
Uma mão cicatrizada à outra
(Tu sabes quão longe está o oriente está do ocidente)
De uma mão cicatrizada à outra


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Glórias a Deus!

domingo, 20 de abril de 2008

Here I Am Again

Poisé. Acho que deve ser a quinta vez que começo um texto de reinício neste blog.

Não sei se vocês repararam, mas se olharem os últimos posts do ano passado, verão que eles foram ficando cada vez mais engraçadinhos com o passar do tempo. Cada vez mais sendo colocados por colocar, para dizer "hey, eu atualizei o blog". Bem, já está na hora de algumas coisas mudar.

O propósito de nossa vida se encontra no Senhor. Nosso maior amor é Ele. Ansiamos por Ele. Falamos isto todos os domingos, nas reuniões. Mas porque então nossas vidas são tão voltadas para nós mesmos? Porque louvamos os céus com a boca, mas nossas mãos se seguram na terra? Porque semeamos e guardamos nosso tesouros aqui, em vez de guardar aonde a traça não come e o ladrão não rouba?

Ok. Este é o espírito da retomada (mais uma vez) do blog. Ok, de vez em quando devem haver alguma coisa engraçada, mas não engraçada por ser engraçada (é estranho, e um exemplo de paradoxo aparente, mas o Senhor é Senhor da Graça! Toda a graça está nele). Mas o principal objetivo é compartilhar com os irmãos aquilo que o Senhor tem me falado, assim como deixar estas coisas num lugar de fácil acesso quando eu precisar lê-las denovo.

Bem, é isto então. Texto de início meio truncado e sério, eu sei, mas é o que eu tenho por enquanto.

Até logo.