quarta-feira, 18 de março de 2009

Enchei a medida de vossos pais

Estava a pouco lendo um texto interessante de Jonh Stott sobre a importância de sermos semelhantes a Cristo. Bem, num dado momento do texto ele falou uma coisa que, apesar de ser, como Chesteron diria, um "estribilho do mundo atual", não me soou bem:
Havia um professor hindu na Índia que certa vez identificou um de seus alunos como sendo cristão e lhe disse: “Se vocês cristãos vivessem como Jesus Cristo, a Índia estaria a seus pés amanhã.” Eu acho que a Índia estaria aos seus pés hoje se nós cristãos vivêssemos como Cristo. Do mundo islâmico, o Reverendo Iskandar Jadeed, que era um árabe muçulmano, disse que “se todos os cristãos fossem cristãos – isto é, como Cristo – não haveria mais Islã hoje.”


"Se formos semelhantes a Cristo, o mundo se dobrará aos nossos pés". Sinceramente, não creio nisto, e por um simples detalhes - quando o próprio Jesus esteve no nosso mundo, não foi assim. Eles não beijaram, mas sim pregaram os pés de Jesus. E depois, quando vemos uma Igreja Primitiva cheia do poder do Espírito Santo, não vemos o império romano, ou as cidades gregas (muito mais cultas que os bárbaros judeus) aceitando o evangelho - mas vemos cristãos perseguidos e mortos.

Creio, sinceramente, que o problema é achar que basta as pessoas verem boas ações para aceitarem Jesus. Não. Não basta imagens agradáveis para causar nova vida. Sem a ação do Espírito Santo, o evangelho sempre será cheiro agradável para aqueles que se salvam, e cheiro de morte para os descrentes.

---correção---

Em relação ao título, e talvez como um exemplo a mais, refiro-me aos judeus que ornamentavam o túmulo dos profetas, dizendo que não fariam o mesmo se tivessem convivido com Elias e Jeremias. Tolice, pois pouco tempo depois eles não estavam matando apenas um dos servos do Senhor da vinha, mas o próprio filho. Do mesmo modo, estes que falam da "grandeza" de Jesus, de como o mundo se curvaria perante ele, são os mesmos que defendem aquilo que Jesus atacou - principalmente a religião de boas obras da carne. Podem não ser judeus, mas espiritualmente são filhos da mesa Hagar, escravos congênitos.

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