segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais uma vez, Spurgeon

Desta vez, comentário de Sprugeon sobre o versículo 1 do salmo 23 - sim, tudo só sobre o versículo 1. Estou traduzindo do texto que está disponível neste site. Se alguma boa alma quiser me ajudar, apontando correções, ficaria grato.

“O Senhor é o meu pastor”. Que condescendência é esta, que o Infinito Senhor assume diante do seu povo o ofício e o caráter de um Pastor! Deve ser um tema de grandiosa admiração que o grande Deus permite ser comparado a algo que vai expor seu grande amor e cuidado para o seu próprio povo. Davi foi um guardião de ovelhas, e entendeu tanto as necessidades das ovelhas quanto os muito cuidados de um pastor. Ele comparou a si mesmo como uma criatura fraca, indefesa, e tola, e ele teve Deus como seu Provedor, Preservador, Diretor, e, de fato, seu tudo. O homem não tem o direito de considerar a si mesmo uma ovelha do Senhor a não ser que sua natureza tenha sido renovada, pela descrição bíblica dos homens não-convertidos retratados não como ovelhas, mas sim como lobos ou bodes. Uma ovelha é um objeto de propriedade, não um animal selvagem; seu dono dá grande importância à ela, e frequentemente é comprada por um alto preço. É bom saber, assim como Davi fez, que pertencemos ao Senhor. E há aqui um nobre tom de confiança nesta sentença. Não há um “se”, ou um “mas”, nem talvez um “eu espero que”, mas ele diz “O Senhor é o meu pastor”. Nós devemos cultivar um espírito de assegurada dependência sobre nosso Pai celestial. A mais doce palavra de todas é aquele monossílaba: “meu”. Ele não diz “O Senhor é o pastor de todo o mundo, e liderar adiante da multidão como o seu rebanho”, mas “O Senhor é o meu pastor”; se ele não é o pastor de ninguém mais, ele é o pastor para mim; ele cuida de mim, vigia a mim, e preserva a mim. E as palavras estão to tempo presente. Qualquer que seja a posição do crente, ele está sob o cuidado pastoral de Jeová.
As próximas palavras são uma espécie de inferência da primeira afirmação – elas são sentenciosas e positivas - “nada me faltará”. Eu fortemente desejava outras coisas, mas quando o Senhor é meu pastor ele é capaz de suprir minhas necessidades, e ele está certamente disposto a fazer isto, pelo seu coração cheio de amor, e portanto, nada me faltará. Eu não sinto falta de coisas temporais. Ele não alimenta os corvos, e faz os lírios crescerem? Como, então, ele pode deixar seus filhos famintos? Eu não sinto falta de coisas espirituais. Eu sei que sua graça é suficiente para mim. Descansando nele, Ele dirá para mim: “como os teus dias, assim seja a tua força”. Eu posso não possuir tudo que eu quero, mas mesmo assim “nada me faltará”. Outros, mais opulentos e sábios que eu, poderão sentir falta, mas eu não. “Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará”. Não é apenas “eu creio que nada me faltará”, mas “nada me faltará”. Se uma fome devastar a terra, ou uma calamidade destruir a cidade, “nada me faltará”. A velhice com a sua debilidade não podem me trazer nenhuma carência, e mesmo a morte com seu abatimento não irão me encontrar indigente. E tenho todas as coisas em abundância; não porque eu tenho um bom depósito de dinheiro no banco, não porque eu tenho habilidades e sagacidade com a qual ganho o meu pão, mas porque “O Senhor é o meu pastor”. O perverso sempre deseja, mas o justo nunca; o coração pecador está distante da satisfação, mas um espírito gracioso habita no palácio do contentamento.

2 comentários:

  1. Fala, mano! Essa cor de texto está muito ruim.

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  2. Alelui, glórias ao nosso Senhor e Pastor! Excelente alimento para o coração do que crê. Que meditar mais calmamente em cada paragráfo.

    O Senhor te alegre!

    Abraço

    Pedro

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