sexta-feira, 29 de junho de 2007

Flashback


Só um mero comentário. Uma nota:

Há pouco estava vendo minha lista de links do flog (sim eu tenho um também: tá AQUI), deparei lá com um chamado "meu blog".

Cliquei e entrei pra ver, e acabei deparando com a página ali do lado. Sim, um blog antigo, num tempo em que eu escrevia ainda mais estranho.

Entrem, e passem tempos agradáveis com o Rogérinho quando tinha 15 anos.

PS: Cliquem na foto.

Relato Culinário


Té! diz :
Bom, continuando o que estava compartilhando antes, aqui está a outra coisa em que o Senhor falou comigo no sábado que estivemos juntos no acampamento Batista!

Foi o que a Cacá compartilhou, que não sai muito do assunto anterior:
(Lucas 5: 4-6)
Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar.
Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.
Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes.

Essa palavra me chama muito atenção em um ponto principal:
Obedecer!

Como a Cacá falou, eles já tinham passado a noite pescando e nada de peixes! Então "alguém" vem e diz que agora eles iriam pescar! Mas não era alguém qualquer, era Jesus!! E eles sob a palavra de Jesus, se submeteram, obedeceram, lançaram as redes e pescaram muitos peixes!
Obedecer e confiar tem suas doces consequências!

Eu disse:
hum...
doces consequências...

Té! diz :
don't termina aí

Eu disse:
ah
mas podia

Eu disse:
ficou...
meio culinário, atpe

Té! diz :
ahh

Eu disse:
até

Té! diz :
tão pode ser
hauhauhaua

Eu disse:
hauhauhuaa

Té! diz :
"coloque sua esperança, fé e obediencia em uma tigela com 2kg de oração e 2xic de jejum
bata tudo até q fique homogeneo
unte seu coração com graça e alegria

Eu disse:
queime a carne...
e pique ela o suficiente...

Té! diz :
hauahuahua
q mórbido

Eu disse:
sirva com pão
de proced/ência celestial
hauhauhau

Té! diz :
amém irmão
boa noite
Eu disse:
hauhauaua
boas
hey
vo copia esse texto e cola no blog

e agora você o leu aqui.

=D

i like controucê.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Citando Chesterton- I

Coloco aqui algumas frases de Chesterton, em sue maravilhoso Ortodoxia, sobre as diferenças entre o cristianismo e o budismo. O interessante é como ele consegue tirar tantas verdades numa mera comparação.

Este é o primeiro lote, mas em breve devem vir mais.


Saint Peter, por
Peter Paul Rubens

"Mesmo que eu pensasse, como um grande de pessoas de mediana instrução, que o budismo e o cristianismo eram semelhantes, há uma coisa, há uma coisa há respeito destas duas religiões que sempre me embaraçou. Quero me referir à impressionante diferença no seu tipo de arte religiosa. Não quero reportar-me ao seu estilo técnico de representação, mas sim às coisas que, evidentemente, se desejam representar. Não há dois ideais que possam ser mais opostos do que um santo cristão numa catedral gótica e um santo budista num santo chinês. A oposição verifica-se em todos os pontos e, talvez, o mais insignificante aspecto desta oposição seja o facto de que o santo budista tem sempre os olhos fechados, ao passo que o santo cristão os tem sempre largamente abertos. O santo budista tem um corpo saudável e harmonioso, mas os olhos são pesados e cerrados pelo sono. O corpo do santo medieval está descarnado até os ossos desconjuntados, mas os olhos estão atrozmente vivos. Nunca poderia haver qualquer real comunhão de espírito entre forças que produziram símbolos tão diferentes como estes. Admito, mesmo, que ambas as imagens são extravagente, ou são perversões de um credo puro. Só uma real divergência poderia ter produzido extravagância tão opostas. O budista olha com peculiar atenção para dentro; o cristão olha com uma frenética atenção para fora. Se seguirmos, firmemente, esta sugestão, encontraremos algumas coisas deveras interessantes."

"A divindade oriental é como um gigante que tivesse perdido uma perna ou uma das mãos e andasse, constantemente, em busca do que perdeu; o poder divino cristão é como um gigante que, num estranho acto de generosidade, cortasse a mão direita para que esta pudesse, por deliberação própria, trocar com ele um aperto de mão".

terça-feira, 19 de junho de 2007

Crítica à "crítica à marcha"

É estranho começar o texto assim, mas vou começar com a seguinte frase:

Eu havia acabado de escrever o texto.


Estava feliz. Já havia corrigido três vezes, verificado todos os acentos, cada coisinha do texto. Contei as palavras de cada frase e todas tinham menos de 23 palavras - menos aquela última do segunda parágrafo, mas não tinha como diminuir!

Joguei o texto para a impressora ali do lado, esperei ela transformar o resultado de uma hora de trabalho em tinta sobre um papel e me levantei.

Tinha que ir até a sala do editor. Queria que aquele texto saísse no meu blog.

***

Entrei na sala dele. Uma sala arrumadinha, bem perfumada, mas com um homem por trás da mesa que metia um medo incrível. Ele estava olhando o computador quando entrei, com um livro sobre o teclado. Sentei na cadeira como já havia feito algumas vezes e deixei o texto deslizar sobre a mesa em direção a ele. Estava confiante de uma aprovação.

- Bem... - Ele disse, passando os olhos rapidamente pela folha - espero que este tenha mais conteúdo que o outro, que mais parecia uma notinha do que texto.

Dei um sorriso amarelo enquanto ele permanecia em silêncio lendo. Normalmente ele lia riscando algumas coisas, colocando sugestões de como eu poderia estruturar melhor a matéria. Mas agora não. A caneta em sua mão apenas balçava, as vezes batendo na mesa, enquanto ele analisava minhas palavras.

Por fim não disse nada. Amassou a folha e jogou no lixo ali perto.

- Mas... Como assim? Por que isto? É... é o meu texto! - Disse, quase me levantando, se não fosse o fato do editor ser tão grande. Ele me olhou com olhos maduros e disse calmamente.

- Meu caro, esse texto qualquer um pode escrever. Entenda isso. Não gaste espaço à toa. Qualquer um pode escrever um texto criticando a Marcha pra Jesus por trazerem uma banda de funk gospel pra cá. Você acha que é o único cristão sentindo isso? Acha que é o único que sente a língua tremendo pra chamar eles de hipócritas? Você não acha que já tem pessoas suficientes do lado de fora da Igreja fazendo piadas e críticas sobre isso?

Ele parou um pouco. Senti um toque de emoção na voz dele. O editor também estava irritado, mas parecia ver além.

- Meu caro, é simples olhar uma situação e fazer um texto crítica de primeira. É moleza. Difícil é olhar uma situação e fazer uma crítica a si mesmo.

***

É isso.

Sentia uma vontade hoje de escrever o tal texto, mas me deparei com esta barreira em minha mente. Será que muitas vezes nós não cometemos isto? Não chamamos nosso eventos, nossas músicas, nossos blogs de "cristãos", de "pra Jesus", apenas para termos uma desculpa?

Óbvio que não. Somos santos, perfeitos e temos uma visão certa sobre tudo. Não caímos nos erros dos fracos. Dos incapazes. Dos arganazes.

E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? (Mt 7:3)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Um simples post.

Hum...

Amanhã escrevo alguma coisa.

Apenas cobrem de mim, se necessário com tortura, os seguintes textos:

- Ídolos e Pós-Modernismo

- O Violão Desafinado(PLÁGIO)

- A alegria do Arganaz

É ixo.

sábado, 9 de junho de 2007

Tremenda graça


Um texto simples, com o título baseado num belo filme que não saiu no Brasil e com o texto inspirado em algo que pensei ontem à noite.

Na verdade, uma frase.

Vim a Cristo como muitos, pelos meus pais, ainda criança. Assim, entrei no meio da Igreja, dos Separados, sem ter experimentado muitos dos misturados, e fui batizado sem entender o que realmente acontecia. Com o passar do tempo, porém, mesmo no meio da Igreja, comecei a experimentar (moderadamente e sem excessos como todo bom religioso, claro!) pecados, e ai vi a minha maldade, uma maldade interior e anterior a mim, que eu não conseguia vencer.

Ai se encontra a graça de Deus. Ele nos perdoa não de nossos roubos, de nossas mentiras, de nossos pecados apenas, mas da nossa rebelião. Isto é algo que todo o cristão discípulo deve ter diante de si: ele foi perdoado de sua rebelião, de sua ineficiência de agradar a Deus. Seja quão boa ou quão ruim for nossa experiência passada, fomos alvo de uma graça totalmente imerecida. Enquanto não entendermos isto, seremos apenas religiosos em busca de um deus confortável.

---

Meio idéias jogadas no papel, mas é o que eu tinha pra dizer mesmo...

Abaixo, um trailer (sim, meroarganaz.blogspot é multimídia!) de um filme de cujo o título irei o meu e com um singelo e discreto anúncio ao lado deste site.

E me cobrem o texto: "ídolos e o pós-modernismo"

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Um olhar do Passado


Monte Hood, no Oregon, USA
É estranho olhar para o passado, ver o que fomos, e ver como somos. Porém mais estranho é dar um passo atrás, e ver o nosso futuro novamente daquele ponto de vista. O que antes era uma montanha, agora é um monte de perto.

Coloco ali embaixo um texto que escrevi a mais de um ano, bem naquela fase de pré-vestibular. O engraçado é: passei, graças a Deus, e a vida tem sido boa. É isso mais ou menos o que a gente tem que aprender: cada dia o seu mal. Cada ano o seu mal. Ele vai passar, e outro vai chegar (quem sabe se melhor ou pior). Mas o que temos por certo é: no fim, quando tudo acabar, ai chegaremos ao alto da montanha. As dificuldades terão passados. Jogaremos a mochila no chão, e descansaremos na casa do Pai.
***

Olá amados.

Gostaria de estar compartilhando rapidamente com vocês algumas coisas que Deus me falou essa semana, e que acho que são meio comuns entre nós. Sobre preocupações. Essa semana, tive uma aula que a professora começou a falar sobre profissões, que a gente tem que fazer o que dá dinheiro, que mais vale dinheiro na mesa do que tempo com a família, etc... E comecei a me entristecer. Quero fazer jornalismo, e como alguns sabem, é um curso que não costuma pagar tão bem e ter um mercado tão bom quanto Engenheiro Mecânico, outra opção minha, e por isso fiquei pensando, ficando triste, tals... Mas ai nosso paizinho começou a me dizer que sim, temos dificuldade, mas que nós não somos daqui. Logo, todo aquele peso, toda aquela raiva contra o capitalismo, foi caindo, saindo, e permaneceu um sentimento de alienação, de não pertencimento à este mundo, de até mesmo, desrespeito às regras que este mundo diz que temos que seguir, a fim de obedecer as regras que o Criador do mundo pediu que respeitássemos.

Estejam amados, atentando para o que é mais importante. E, relembrando de uma frase que li esses dias no devocional, "o mundo é cruel e maldoso. Mas seria muito pio se alguém quisesse que nós gostássemos deste mundo!".

sábado, 2 de junho de 2007

O Deus Invasor


A-a-ssim como a água/ Enche a esponja
Era uma vez um Reino.

Não sei direito aonde ele ficava, mas os antigos dizem que ficava numa tal de depressão do Ego, onde houve uma batalha há um tempo. Bem, não sei até que ponto isto está certo (O historiador Dan Brown não fez ainda um livro nos explicando o que é verdade ou mentira nesta caso), mas vou falando do que ouvi.

Neste vale, havia um pequeno reino. Não era que nem os feudos das aulas, com servos forçados e um rei cheio de poder e crueldade. Os servos, sim, tinham de trabalhar, e aos 30 anos estavam sendo medidos para o caixão, e não comiam carne, mas viviam felizes, riam, e olhavam as estrelas de noite. O rei, Igiosso, não era alguém forte. Na verdade, se sentia meio fraco, e era mais motivo de piada para os servos do que motivo de reverência.

Pois bem. Um dia, um mensageiro chegou na porta da cidade. Ele usava roupas coloridas, alegres, e de tal forma andava que as pessoas ficavam olhando para ele pelas frestas do muro em mal estado. Ele foi direto ao secretário, que tinham uma mesa na entrada do Reino.

- Olá. Represento um Rei distante, Rei Terno, porém que agora vem chegando próximos destes feudos. Informo-lhe que este Rei é dono destas terras, e agora pede ao seu senhor que se torne vassalo dele.

O porteiro olhou para o mensageiro com um certo desdém - até por não entender o que era vassalo - e voltou a olhar para seu papel.

- Bem, se você soubesse quantas pessoas aparecem todos os dias dizendo que são donas destas terras... Bem, mas digamos que eu simpatizei com você. Está vendo aquele bosque ai ao lado? O nome dele é Bosque do Moral. Você e seu rei podem fixar acampamento ali.

- Somente isto? - o mensageiro perguntou, dando grande ênfase em cada palavra.

- Bem... - O Porteiro ficou um pouco nervoso com o tom de voz dele, mas nada que chamasse sua atenção mais do que o conto que lia no papel - bem, vocês podem dar uma passeada pelo reino nos domingos de manhã. Basta?

O mensageiro iria falar alguma coisa, mas bom estrategista que era, aceitou. Não completamente, mas por um tempo apenas.
***

Um tempo se passou. o Rei Igiosso estava com alguns problemas. Suas medidas absurdas (como impedir que os homens fortes morressem na guerras para ter um exército forte, ou mandar as galinhas botarem dois ovos por dia para que ele não tivesse que parar de comer omelete) deixaram de ser piada e passaram a ser vistas como atos irresponsáveis. Pelas ruas conspirações eram feitas em todos os momentos, e era sensível que em algum momento os camponeses trocariam os intrumentos agrícolas por espadas e facas, e iriam até o castelo.

Foi neste momento que o Mensageiro veio falar com o Rei.

- Bem, senhor, venho falar com você sobre a situação em seu reino.

O rei Igiosso deu um sorriso.

- Ora, como assim situação! Tudo está bem, e... CUIDADO! - ele se abaixou segundos antes de uma flecha acertar a parede de pedras atrás de si. Depois de respirar um pouco, o mensageiro disse.

- E agora, o que você me diz?

- Bem, isso não foi nada... Devem ser os arqueiros, ou o vento... Tenho que fazer uma

Um Feudo
lei proibindo o vento de lançar coisas pela minha janela... Onde já se viu! - Mas depois de ver que o mensageiro não concordava com o que ele dizia, Igiosso cedeu, e resolveu ir até o Rei Terno.
***

Igiosso estava na tenda do Rei Terno. Uma fogueira aquecia seu interior.

- Até aqui na Moral pode-se ouvir os murmúrios contra você, Igiosso.

- Sim, eu imagino - Ele respondeu, vendo o fogo. Seu coração também se derretia de pedra para algo mais transparente naquela tenda. Era feliz dizer a verdade, ou pelo menos concordar quando a ouvia. Receber o Reino do seu Pai, mas no testamento não constava a responsabilidade.

- Você deve ter ouvido que eu sou o verdadeiro Dono destas terras, não? - Igiosso concordou, com um certo medo - Então. Tenho uma alternativa para você, Igiosso: invadirei seu Reino.

- Mas como assim invasão! Perai, as coisas não chegaram a um ponto que seja necessária uma medida assim, e... - Igiosso parou e pensou um pouco. - É, quem sabe eu precise mesmo de um ajuda, mas... Uma invasão?

- Sim meu caro. Sou um Rei experiente. Já ajudei muitos reinos a serem realmente livres, e que seus reis, na posição de meus vassalos, puderam viver harmoniosamente com seu feudo. Proponho invadir seu Reino, entrar em cada casa, em cada quarto do seu castelo, e ali tirar aquilo que pode mover uma nova rebelião. Depois, com o seu feudo subjugado ao meu poder, colocarei você no trono - não no de Rei, mas de mero Regente.
Esta será minha invasão.
***


Um texto meio rápido, eu sei (sim ele acabou naquele três pontos ali). Fiz ele apenas para dizer uma coisa: Deus é invasor. Não um invasor no sentido de ir entrando, de arrombar portas, de subjugar quem está berrando. Ele é um cavalheiro neste termos. Mas é invasor no sentido de que, quando ele entra em nossas vidas, ele entra em tudo. Eu sei que isso é uma das palavras feitas do Cristianismo, mas muitas vezes nos esquecemos, justamente por ser palavra feita.

Invada-nos.