terça-feira, 19 de junho de 2007

Crítica à "crítica à marcha"

É estranho começar o texto assim, mas vou começar com a seguinte frase:

Eu havia acabado de escrever o texto.


Estava feliz. Já havia corrigido três vezes, verificado todos os acentos, cada coisinha do texto. Contei as palavras de cada frase e todas tinham menos de 23 palavras - menos aquela última do segunda parágrafo, mas não tinha como diminuir!

Joguei o texto para a impressora ali do lado, esperei ela transformar o resultado de uma hora de trabalho em tinta sobre um papel e me levantei.

Tinha que ir até a sala do editor. Queria que aquele texto saísse no meu blog.

***

Entrei na sala dele. Uma sala arrumadinha, bem perfumada, mas com um homem por trás da mesa que metia um medo incrível. Ele estava olhando o computador quando entrei, com um livro sobre o teclado. Sentei na cadeira como já havia feito algumas vezes e deixei o texto deslizar sobre a mesa em direção a ele. Estava confiante de uma aprovação.

- Bem... - Ele disse, passando os olhos rapidamente pela folha - espero que este tenha mais conteúdo que o outro, que mais parecia uma notinha do que texto.

Dei um sorriso amarelo enquanto ele permanecia em silêncio lendo. Normalmente ele lia riscando algumas coisas, colocando sugestões de como eu poderia estruturar melhor a matéria. Mas agora não. A caneta em sua mão apenas balçava, as vezes batendo na mesa, enquanto ele analisava minhas palavras.

Por fim não disse nada. Amassou a folha e jogou no lixo ali perto.

- Mas... Como assim? Por que isto? É... é o meu texto! - Disse, quase me levantando, se não fosse o fato do editor ser tão grande. Ele me olhou com olhos maduros e disse calmamente.

- Meu caro, esse texto qualquer um pode escrever. Entenda isso. Não gaste espaço à toa. Qualquer um pode escrever um texto criticando a Marcha pra Jesus por trazerem uma banda de funk gospel pra cá. Você acha que é o único cristão sentindo isso? Acha que é o único que sente a língua tremendo pra chamar eles de hipócritas? Você não acha que já tem pessoas suficientes do lado de fora da Igreja fazendo piadas e críticas sobre isso?

Ele parou um pouco. Senti um toque de emoção na voz dele. O editor também estava irritado, mas parecia ver além.

- Meu caro, é simples olhar uma situação e fazer um texto crítica de primeira. É moleza. Difícil é olhar uma situação e fazer uma crítica a si mesmo.

***

É isso.

Sentia uma vontade hoje de escrever o tal texto, mas me deparei com esta barreira em minha mente. Será que muitas vezes nós não cometemos isto? Não chamamos nosso eventos, nossas músicas, nossos blogs de "cristãos", de "pra Jesus", apenas para termos uma desculpa?

Óbvio que não. Somos santos, perfeitos e temos uma visão certa sobre tudo. Não caímos nos erros dos fracos. Dos incapazes. Dos arganazes.

E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? (Mt 7:3)

2 comentários:

  1. bom, mto bom!

    mas aqui, q hst é essa de funk na marcha? =O

    nem sabia dissooo!!
    todo ano eu digo q não vou, mas sempre acabo indo por causa dos q se apresentam depois...
    se esse ano for funk, EU NÃO VOU! ahuahuahuaa
    até pq, eu acho mó palha, sem mto fim edificante...
    carnagospel! =P

    aff to falando mal já.. parei! hahaha


    Bjooo :*

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  2. Iae manão, a paz de Jesus.

    Curti o texto.. muito bom, parabéns.

    Deus continue te abençoando e te usando. Abraçoooo!

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