sábado, 12 de dezembro de 2009

(Outro) novo álbum do Casting Crowns



Se no ano passado os fãs quem escuta Casting Crowns recebeu aqui pelo blog a boa notícia da Paz Sobre a Terra (CD que ainda não chegou no Brasil), este eles querem que todo mundo escute a novidade. No dia 17 de novembro a banda Casting Crowns lançou o seu sexto cd de estúdio. "Until the Whole World Needs" terá como sua ideia principal a necessidade do mundo ouvir a mensagem de Cristo, e nós, como cristãos, obedecermos à grande comissão de Mateus 28.

Uma das diferenças que os fãs de longa data vão perceber logo que entrarem no myspace da banda vai ser a falta de um dos membros. Andy Willians, o baterista que rendia ótimos extras nos DVDs seguiu para um projeto particular na Soul Sister Sally com a benção dos Castings. Em seu lugar entrou um certo Brian, que pelo menos tem muito mais cabelo que o antigo Andy. Agora é se perguntar se ele toca tão bem - e pela prévia da música-tema, no myspace, parece que a resposta é um retumbante sim.


Até logo, Andy!

Se você tiver dinheiro sobrando e um cartão de crédito internacional, o cd está a venda na MusicChristian.com por 9,97 dólares. E se quiser aproveitar o frete, Peace on the Earth custa outras 8,96 pratas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Oferecido por nós

Um pequeno post. Quase um tweet.

Estou lendo este texto, e acabei de me deparar com uma grandiosa verdade: Cristo ofecereu sua obediência para perdoar e tornar justos aqueles que creêm nele. Minha justiça não é aquilo que eu fáco de bom - é a justiça de Cristo. A obediência perfeita de Cristo, e ler versículos como o "nenhum dolo se achou em sua boca" mostram, por um lado, o quanto Cristo foi perfeito - e por outro, como minha segurança diante dele é plena. Minha aceitação diante de Deus não é uma coisa que se baseia na minha fraca justiça, mas na perfeição da obra de Cristo. Sua obra foi perfeita e grandiosa! Aleluia!

Mais que um tweet. Mas tem coisas que não cabem em 140 caracteres



"Jesus is the Glory of God"

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As maravilhas da antiguidade

Aqui em Florianópolis estamos lendo, como Igreja, o livro de Atos, analisando como a Igreja primitiva vivia, e como o Senhor agia no meio deles. Mas lendo a palavra, vejo que não somos os únicos a voltar os olhos para o passado.

Quem já leu o livro de Atos sabe que muitas vezes os salmistas falam de como Deus guiou o povo pelo Mar Vermelho, de como os guardou em Canaã, e do modo com que ajudou Josué a conquistar a terra. Eu mesmo acabei de ler um destes salmos, o 77, e vi algo interessante ali:

Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos antigos. De noite chamei à lembrança o meu cântico;
meditei em meu coração, e o meu espírito esquadrinhou.


Rejeitará o SENHOR para sempre e não tornará a ser favorável? Cessou para sempre a sua benignidade?
Acabou-se já a promessa de geração em geração?
Esqueceu-se Deus de ter misericórdia?
Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá.)


E eu disse: Isto é enfermidade minha;
mas eu me {lembrarei}) dos anos da destra do Altíssimo. (v.5-10)

Repararam ali? Asafe olha para a história, para aquilo que Deus fez no passado, e assim tem certeza de que a promessa que o Altíssimo fez não seria destruída. Que o Senhor permaneceria sendo misericordioso como já havia sido, e que sua bondade não havia acabado.

Creio que é por isso que é importante nos voltarmos para a palavra, e vermos Deus revelado ali. Precisamos Preciso enxergar os atos de Deus junto a Paulo e aos Apóstolos não como contos de um passado distante, mas como marcos do que o Senhor fez e do que ainda pode fazer hoje. Afinal, Ele não é um Deus de maravilhas que permanecem na antiguidade e na memória, mas um Deus glorioso, com misericóridias que se renovam a cada manhã.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como saber que há algo errado com a Igreja Atual

  1. Leia esta notícia.
  2. Leia este trecho do livro que (supostamente) é a base de fé dos personagens da notícia acima
  3. Clame por misericórdia
Não sei se aquele papo de se revirar no caixão é real ou não, mas se for, deve haver um caixão virado ao contrário lá em Eisleben.









domingo, 25 de outubro de 2009

A coisa mais importante

[na falta de um texto maior. por causa da falta de tempo e de inspiração]

A coisa mais importante de nossas vidas não é aquilo que fazemos, ou o que conquistamos. Há apenas uma coisa que realmente importa, e nesta coisa devemos prestar a atenção - Cristo, e a sua glória. Não que isso signifique que não vamos fazer mais nada, e que o certo é passar os dias sentando, admirando os céus e "contemplando a Deus". Não. A idéia deste texto nasceu justamente de uma situação contrária: acordar de manhã com um pesadelo de que estava atrasado para uma entrevista. Nosso dia é cheio de tarefas, compromissos, metas. Mas, mesmo assim, há algo que devemos prestar a atenção - corrijo, que eu devo prestar a atenção. É que estas coisas, estes nossos trabalhos aqui na terra, não são a coisa mais importante, muito menos a que mais vai durar.

C. S. Lewis disse certa vez que "Tudo o que não é eterno é eternamente inútil", e Isaías profetizou que "Seca-se a erva e murcha a flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Is 40:8). Que estas duas frases retumbem em nossas mentes a cada dia. Que o que vemos não é eterno, que o que tocamos vai se evaporar, e que nossas construção hão de se desfazer - e que mesmo assim há esperança. Temos uma outra terra aonde podemos ter certeza de que o nosso tesouro não vai ser roubado ou destruído pelas traças (Mt 6.19-21). Que mesmo o mundo passando, há algo que é Eterno, e bom ao mesmo tempo brilhando Glória por todo o tempo.

É ai que voltamos para Cristo, e vemos o quanto a sua diferença brilha com força no meio da escuridão do nosso mundo. Que possamos preferir a vergonha de Cristo aos tesouros do Egito, e ainda que tenhamos que andar nesta terra, e cuidar das nossas tarefas, compromissos, metas, saber que todas elas são palha, e mesmo nossas casas não passam da cabanas perto da cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Luz e longitude




Donde vem aqueles que voam
e devoram vários ares em seu voo?


Pronde vão aqueles que pousam
penetram e pisam a pedra do porto?


Que pode iluminar aqueles olhos
que olham luz e longitude pela janela?


Aonde chega aquele que caminha
e carrega sua bagagem sentinela?

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Escrevi o poema/poesia acima por um dos seguintes motivos:

  1. Por que viajei para Vitória no feriado, e entrei dentro de um avião pela primeira vez, e olhei hoje um viàozinho enquanto andava de moto;

  2. Por que tive uma conversa ainda estava semana onde falei que nunca fui bom poeta porque (tá, tá, eu não tenho talento) nunca gostei da tal poesia livre, e nunca consegui lidar bem com a métrica como alguns conseguem

  3. Por que estou lendo o ótimo Sociedade do Anel. As poesias (belas poesias) de Tolkien estão entre as belas pérolas (ao lado de Tom Bombadill) que não couberam nas salas de cinema

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Relato duma manhã ensolarada

Sim, há más notícias que nos derrubam por algunas dias - mas há algumas boas que fazem felizmente o contrário. É como se depois de uma noite triste nascesse uma bela manhã com o céu limpo, e o sol a secar as gotas e lágrimas da noite anterior. Depois de um bom tempo, e de algumas trilhas que levaram a caminhos perigosos, parece que foi ai que eu cheguei.

Aleluia.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um caos sossegado
ou: "Lendo a reportagem de capa para a glória de Deus"

C. S. Lewis, o escritor, lendo. Imagem meramente ilustrativa



"Senhor, me ajuda a ler esta revista para a Tua Glória".

Oração estranha não? Entretanto, achei que seria bom fazê-la antes de ler a reportagem de capa da Galileu de Julho. Afinal, Paulo escreveu que devemos comer e beber para a glória de Deus, e Jonh Piper até nos aconselha a tomar suco de laranja para o mesmo fim. Sendo assim, seria bom ler com o mesmo objetivo. E creio que Deus respondeu minha oração.

***

O tema da reportagem é o trabalho do futuro. Depois de usar vários termos vindos da administração (sempre tive pavor deles), a repórter passa a sua mensagem: o futuro será dos motivados, dos pró-ativos, e daqueles que encontram prazer no que fazem. Quando terminei o último parágrafo, não pude deixar de orar novamente, e confessar a Deus que sou fraco, e que ler aquela reportagem me fazia tremer. Não, eu não me acho qualificado para ser este tipo de profissional. Gosto de trabalhar, às vezes até demais, mas sei o quanto isto me prejudica, e o quanto poderia atrapalhar o futuro com uma família.

Mas há esperança. Jesus disse, como muitos de vocês sabem de cor, que ele cuidaria de nós com zelo, muito mais do que as aves do céu ou os lírios do campo. Mas há mais do que isto. Algo interessante na reportagem é a ênfase no prazer, na alegria de trabalhar - muito mais do que simplesmente no dinheiro. Mas não é no trabalho que eles vão encontrar a verdadeira alegria. Não é no emprego. Este será apenas mais um ídolo falso, de barro, uma cana que quebrará quando eles se apoiarem nela.

Mas há algo maior do que isto. O serviço ao Senhor e - nossas vidas todas, em todas as áreas, o emprego, o descanso, o comer, o beber, o ler, devem fazer parte desta sinfonia. Sim, diante dela sou muito mais inapto, e se não satisfaria um senhor humano, muito menos o Senhor dos Exércitos. Porém nas minhas fraquezas encontro a força de Cristo, o qual me ajuda a servi-lo.

***

Ok. Mais um emaranhado de idéias - mas vocês não esperam muito mais de um texto escrito depois da meia noite de domingo, não?

O título do blog é uma referência a uma frase do filme 'A Virada'. O filme não tem a melhor das produções, mas a frase é uma das melhores definições de vida cristã que já ouvi.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Deus que é bom (2)

Sentei-me para blogar (sim, já faz um tempo que não fazia isto) e, quando vou escrever o título, vejo que já escrevi algo sobre a bondade de Deus neste post aqui.

Apenas para frisar: que este seja o nosso caminho. A cada dia mais amar Deus, desejar mais a Ele, desejar mais fazer aquilo que o agrada. Que este seja o sincero prazer do nosso coração.

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Sei que as coisas estão meio paradas aqui. Estranhamente, as férias sempre foram os meus períodos mais infrutíferos. Mas, well, daqui a duas semana volto a estar na UFSC quase todos os dias, e a poeira que repousa sobre este blog deve diminuir um pouco. Assim espero.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A glória do papel

Olá.

Sim, fim de semestre - o que significa que tenho bastante coisa para fazer - se não muito, pelo menos o suficiente.

Como prêmio de consolação por este tempo sem blog, dois links:

* Caso queiram ler em tempo real o que eu estou pensando e fazendo (sim, eu sei o quanto isto é importante), visitem o meu tuíter.

* E se estiverem preocupados com os rumos do jornalismo impresso, e receosos de que um dia ele vá morrer - não se desesperem. Este texto (produto final de uma das disciplinas da universidade) deve lhes acalmar os ânimos.

E nas férias... sabe como é. Uma hora dessas passo por aqui denovo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quando eu fui um refratário


Não, eu não estou feliz assim

Não, este não é um post sobre como eu pudi suportar as maiores pressões da vida, assim como os produtos refratários, que vão ao forno mas mantém suas qualidades. Nah. Não é a este refratário que me refiro, mas sim àquele que está em dívida com os seus compromissos com a pátria - ou seja, vai se apresentar ao Exército um ano depois do que deveria fazer. No mundo normal, estas pessoas seriam chamadas de "atrasadas" - mas no Exército, denominam-se "Refratários".

Tá, e dai? A questão é que o refratários, segundo as lendas urbanas, sempre são escolhidos pelos sargentos para servirem. E, bem, não está nada nos meus planos passar um ano dentro de um quartel. É mais ou menos como rodar de ano - com a diferença que a gente só passava mais um período na escola, e no quartel é o dia todo, indo para casa nos fins de semana. Terrível.

Ok, mas este post não é pára informar como as coisas acontecem nos quartéis. Embora escreva de uma forma mais leve, a possibilidade de servir é algo que vem me incomodando há algum tempo - justamente por ferir os meus planos. Porém, percebi ontem algo interessante. Sim, sou refratário, mas sou filho de Deus.

Acho que poderia terminar o post por aqui, mas acho importante explicar o que eu quis dizer com "sou refratário mas sou filho de Deus". Não é simplesmente que posso errar o quanto quiser que depois Deus me ajuda a acertar as coisas. Nunca. A questão é que, como filho de Deus, posso descansar em saber que tudo coopera para o bem daqueles que o amam, daqueles que foram chamados por ele segundo o propósito dele. Mesmo que eu vá servir, que passe todo o 2010 dizendo "Sim Senhor", posso confiar em Deus, sabendo que este será o melhor dele. E se ele não quiser, tiver outros planos para mim, ele é poderoso para fazer com que eu não seja escolhido.

O mais importante é confiarmos em Deus, confiar que o que ele tem para nós é o melhor - ainda que diferente do que a gente imagina. E mesmo que sejamos atrasados ou refratários ou desempregados aqui na terra, em breve chegará o dia em que tudo isto será mero passado, e viverei na eternidade simplesmente como filho de Deus.

***

Fui hoje na junta. Cinco de outubro devo me apresentar, às 6h30 da manhã. Depois conto como foi.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Deus que é bom

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hb 11.6)

***


Não sei se acontece com vocês, mas às vezes o pecado me parece atraente. Quer dizer, as vezes ele parece uma incrível força, parece algo excelente, e então o mandamento de Deus para sermos santos soa como estraga-prazeres. Como se Deus não gostasse que nos divertíssemos - ou então, que Deus não aceita concorrentes, e que se formos ver o pecado, encontraremos algo que é melhor e mais prazeroso que estar ao lado de Deus. Estes argumentos se empilham rapidamente quando estamos diante do pecado, e rapidamente nos prendem - mas quando conhecemos a verdade, somos realmente livres.

Deus é bom. Quero dizer, o pecado não é tão bom assim. Ele pode parecer vantajoso na hora, e podemos até pensar em depois pedir perdão e resolver todas as coisas. Mas não precisamos disto. Não precisamos de férias de Deus. A vida cristã não é um trabalho chato e enfadonho, do qual procuramos nos livrar tão breve possível. Não. Paulo diz em Filipenses 3.8 que considerava tudo como perda "pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo". Cristo é melhor. Seus mandamentos, como dizia Davi, são perfeitos, são amáveis, são bons. Deus é bom. Não é simplesmente uma questão de "seguir a lei", ou sermos "bonzinhos". Não. Nunca! A vida cristã é conhecer a Cristo, é experimentar de algo que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram e nenhum coração sentiu - mas que o Espírito nos revela.

Que possamos, a cada dia, ter esta verdade diante de nós. Que possamos buscar a fonte de nossa alegria não nas coisas deste mundo, mas nos deleitarmos em seguir a Cristo. Não uma busca por sentimentos, mas ver a verdade da obra dele, a perfeita obra dele, e descansarmos naquele que nos amou primeiro.

***


Meio uma mistura de idéias. Talvez uma hora saiam melhor talhadas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Castelo


Uau.

Sinceramente, comecei a ouvir músicas estrangeiras quando percebi que poucas bandas brasileiras conseguiam fazer letras mais profundas, ou mais cotidianas. Ok, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado e João Alexandre são exceção - e Asaph Borba, Daniel Souza e Adhemar de Campos, mesmo não sendo tão cotidianos, são incríveis! Bem, pelo visto hoje encontrei mais uma banda para figurar na lista de bandas brasileiras que vale a pena escutar.

O nome da dupla é Douglas e Marcelle. Não há muitas informações sobre eles na internet - além do fato de serem adventistas, mas a música que acabei de ouvir dele nas Novo Tempo prova promete bastante. O som é aquele rock meio calmo, com ênfase no violão bem tocado, vozes tranquilas (posso estar errado, mas me lembra algo de MPB contemporânea), e uma letra bem reflexiva. A que eu ouvi se chama Castelo, fala da Graça - e termina com a frase "É tão difícil não poder pagar".

Até tinha uma crítica mais elaborada na cabeça (com referências até a Amazing Grace), mas o almoço está quase na mesa. Sendo assim, deixo para vocês a letra e a música no youtube. Sou meio contra a ouvir músicas no youtube, mas não achei o cd para vender na internet. Se alguém ver, por favor, me avise!

sábado, 13 de junho de 2009

Imagem e semelhança

De uma nota da Igreja da Comunidade Metropolitana, de São Paulo, publicada no site do jornal O Globo. Esta comunidade realizará um casamento coletivo de homossexuais hoje, na véspera da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

É profundamente injusto e inaceitável que alguém sofra violência verbal, tenha seus direitos violados ou seja vítima de agressões físicas (inclusive assassinatos) por sua orientação sexual ou identidade de gênero. Contra o preconceito e discriminação aos GLBTs, milhões de pessoas saem às ruas em São Paulo para defender a vida e a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus


Esqueceram de dizer uma coisa no final desta nota. Sim, criados a imagem e semelhança de Deus - mas totalmente depravados desde que Adão caiu, filhos da ira por natureza. e carentes da graça divina, que gera fé e santidade nos homens.

O primeiro capítulo da carta aos Romanos, escrita pelo Paulo que deu nome à cidade aonde acontece este ato, explica melhor o que eu quis falar. Quem tem ouvido, ouça.

domingo, 24 de maio de 2009

Venho pois a cada dia




Não sei quantos conhecem aquela música do Asaph Borba que diz "Sim, eu sei Senhor que Tu és soberano". Pois bem, hoje de manhã estive pensando nela e, pela graça e misericórdia de Deus, percebi algo interessante.

Muitas vezes falamos (ou melhor, eu falo) da soberani e e poder de Deus de uma forma meio externa. Explico: Sim, Deus é poderoso para me ajudar num exercício da faculdade, ou para me prover o pão de cada dia, ou a ser mais paciente com algumas pessoas, numa situação específica. Entretanto, há uma dimensão muito maior em que podemos nos confiar a Deus.

Numa parte da música que eu falei ali encima, depois de contemplar a soberania e o plano de Deus, Asaph canta: "Venho pois a cada dia/ Venho cheio de alegria/ E me coloco em tuas mãos, pois és fiel". Muitas vezes, sim, precisamos do Senhor para mover as coisas que acontecem ao nosso redor, mas penso que muitas vezes também necessitamos de uma obra mais interna. Não apenas colocarmos nossos problemas nas mãos do Senhor, mas a nossa própria vida ser depositada ali. Nossos problemas, pecados, pequenos vícios, todos estes entregues nas mãos daquele que é fiel para cumprir sua perfeita obra em nós.

Que esta seja a nossa vida. Que desfrutemos da soberania do Senhor dentro de nós. Aquele que tem todo o poder e autoridade nos céus e na terra pode nos mudar. E ele é a nossa única esperança.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

MAJESTADE - e submissão


Uma bandeja como a do Ru - nada a ver com este texto, mas serve para ilustrar


Ontem conversava com um amigo no Restaurante Universitário da UFSC (um lugar fabuloso se você não pode pagar mais de R$ 1,50), quando ouvi algo interessante. Falava, como tem sido habitual, sobre a majestade, o poder, a força que estavam em Jesus, quando ele me lembrou que, ao lado de tudo isto estava o fato de Jesus obedecer ao Pai.

Ok, pequeno texto, mas serve bem para compartilhar. Quão precioso é o nosso Senhor! Não apenas é o melhor exemplo possível de firmeza e heroísmo, mas viveu uma vida perfeita debaixo de total submissão. C. S. Lewis dizia que Cristo não era um "leão domesticado". Não. Ele é diferente do que o mundo prega, e não se importa em ser diferente. Mas, ao mesmo tempo, é totalmente submisso à vontade de Deus, seja em vir à terra, seja em curar, seja em ser pendurado em uma cruz. "Nenhum dolo se achou em sua boca", disse Pedro, e dos lábios do próprio messias ouvimos que ele não fez nada que antes não tivesse visto o Pai fazer.

Acho que este é um desafio para nós hoje - pelo menos para mim. Força no Senhor, vontade de pregar o evangelho e defender as Escrituras - mas, ao mesmo tempo, submissão a tudo o que ele fala - mesmo que, pela submissão, sejamos levados a reduzir a marcha. E os corredores que me perdoem, mas muitas vezes reduzir a marcha perto de uma curva é uma ótima idéia.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais uma vez, Spurgeon

Desta vez, comentário de Sprugeon sobre o versículo 1 do salmo 23 - sim, tudo só sobre o versículo 1. Estou traduzindo do texto que está disponível neste site. Se alguma boa alma quiser me ajudar, apontando correções, ficaria grato.

“O Senhor é o meu pastor”. Que condescendência é esta, que o Infinito Senhor assume diante do seu povo o ofício e o caráter de um Pastor! Deve ser um tema de grandiosa admiração que o grande Deus permite ser comparado a algo que vai expor seu grande amor e cuidado para o seu próprio povo. Davi foi um guardião de ovelhas, e entendeu tanto as necessidades das ovelhas quanto os muito cuidados de um pastor. Ele comparou a si mesmo como uma criatura fraca, indefesa, e tola, e ele teve Deus como seu Provedor, Preservador, Diretor, e, de fato, seu tudo. O homem não tem o direito de considerar a si mesmo uma ovelha do Senhor a não ser que sua natureza tenha sido renovada, pela descrição bíblica dos homens não-convertidos retratados não como ovelhas, mas sim como lobos ou bodes. Uma ovelha é um objeto de propriedade, não um animal selvagem; seu dono dá grande importância à ela, e frequentemente é comprada por um alto preço. É bom saber, assim como Davi fez, que pertencemos ao Senhor. E há aqui um nobre tom de confiança nesta sentença. Não há um “se”, ou um “mas”, nem talvez um “eu espero que”, mas ele diz “O Senhor é o meu pastor”. Nós devemos cultivar um espírito de assegurada dependência sobre nosso Pai celestial. A mais doce palavra de todas é aquele monossílaba: “meu”. Ele não diz “O Senhor é o pastor de todo o mundo, e liderar adiante da multidão como o seu rebanho”, mas “O Senhor é o meu pastor”; se ele não é o pastor de ninguém mais, ele é o pastor para mim; ele cuida de mim, vigia a mim, e preserva a mim. E as palavras estão to tempo presente. Qualquer que seja a posição do crente, ele está sob o cuidado pastoral de Jeová.
As próximas palavras são uma espécie de inferência da primeira afirmação – elas são sentenciosas e positivas - “nada me faltará”. Eu fortemente desejava outras coisas, mas quando o Senhor é meu pastor ele é capaz de suprir minhas necessidades, e ele está certamente disposto a fazer isto, pelo seu coração cheio de amor, e portanto, nada me faltará. Eu não sinto falta de coisas temporais. Ele não alimenta os corvos, e faz os lírios crescerem? Como, então, ele pode deixar seus filhos famintos? Eu não sinto falta de coisas espirituais. Eu sei que sua graça é suficiente para mim. Descansando nele, Ele dirá para mim: “como os teus dias, assim seja a tua força”. Eu posso não possuir tudo que eu quero, mas mesmo assim “nada me faltará”. Outros, mais opulentos e sábios que eu, poderão sentir falta, mas eu não. “Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará”. Não é apenas “eu creio que nada me faltará”, mas “nada me faltará”. Se uma fome devastar a terra, ou uma calamidade destruir a cidade, “nada me faltará”. A velhice com a sua debilidade não podem me trazer nenhuma carência, e mesmo a morte com seu abatimento não irão me encontrar indigente. E tenho todas as coisas em abundância; não porque eu tenho um bom depósito de dinheiro no banco, não porque eu tenho habilidades e sagacidade com a qual ganho o meu pão, mas porque “O Senhor é o meu pastor”. O perverso sempre deseja, mas o justo nunca; o coração pecador está distante da satisfação, mas um espírito gracioso habita no palácio do contentamento.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tempos modernos

Estava passeando pelo site do Joshua Harris (que fez bem mais do que escrever Eu disse adeus ao namoro quando encontrei o texto abaixo. É interessante que há dois finais de semana tivemos um retiro justamente sobre religião e falar demais - e nada melhor do que aplicar a Bíblia a um dos meios de comunicação mais usados nestes últimos tempo.

Põe, ó Senhor, uma guarda ao meu teclado
Guarda a porta do meu botão de enviar
(Sl 141.3)

Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ler, tardio para responder para todos, tardio para enviar
(Tg 1.19)

Na multidão dos blogs não falta pecado,
mas o que modera o seu teclado é sábio.
(Pv 10.19)

Há alguns que fazem comentários em blogs como que espada penetrante,
mas o comentário dos sábios é saúde.
(Pv 12.18)

Desvia-te do Twitter do homem insensato, porque nele não acharás lábios de conhecimento.
(Pv 14.7)

O homem prudente encobre o conhecimento,
mas o Twitter dos tolos proclama a estultícia.
(Pv 12.23)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aquele que com espada ferir

"A ciência incha, mas o amor edifica. E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber." (2 Co 8.1-2)


Temos que tomar cuidado para não usarmos o conhecimento, seja natural ou até mesmo teológico, como arma contra nossos irmãos. Não vale a pena tomarmos a verdade e a afiarmos contra os outros, lixando dela temas como submissão, amor e misericórdia. Se fizermos isto, podemos até vencer as batalhas, mas não podemos nos gloriar de sermos fiéis a toda a palavra, e só à palavra.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Soli Deo Gloria


Por algum motivo obscuro, na última quinta-feira estava pensando sobre o culto católico. Não sei quantos sabem (eu acho que aprendi quando alguns católicos tentaram me evangelizar), mas há menos de um século as missas eram ministradas totalmente em latim - mesmo que a população não soubesse uma palavra da língua clássica. O argumento que os católicos usavam para esta espécie de culto é a de que o Latim é uma língua perfeita, pura, e a mais bela de todas que os homens já fizeram - e que Deus merecia algo assim.

Bem, creio que nem preciso argumentar o quanto que estes argumentos são fracos, mas há algo de interessante nele - algo que, talvez, tenhamos perdido com o passar dos tempos. Mesmo usando o Latim, parece que um dos princípios por trás é o de que o culto é para Deus. Não é simplesmente para o crente se sentir feliz, ou receber uma mensagem de conforto. O objetivo do culto é glorificar o nome de Deus.

Bem, creio que cada vez mais isto deve ser verdade no meio evangélico. Devemos parar de nos preocupar em simplesmente fazer cultos que agradem as pessoas, ou buscar o estilo musical que esteja na moda. Não é objetivo do culto ser o momento aonde os fiéis se entretêm. O objetivo principal deve ser Deus ser glorificado, Deus ser agradado. Cantarmos o ministrarmos as músicas e as idéias que agradam a Deus.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A graça cantada

Só compartilhando esta preciosa letra. Há descanso quando descobrimos a preciosa Obra de Cristo, o que temos nele e através - e que isto não vem de nós, mas é "dom de Deus".

Apreciem.

Justificado eu fui
Santificado eu sou
Glorificado serei
Através de Cristo

Fui livre da culpa do pecado
Sou livre do poder do pecado
E da presença do pecado
Livre serei

De glória em glória
De fé em fé
Graça sobre graça
Graça sobre graça

Salvo,
Salvo pela graça
Mediante a fé em Cristo eu fui salvo
Não vem de mim

Salvo,
Salvo pela graça
Mediante a fé em Cristo eu fui salvo
Não vem de mim
É dom de Deus


É dom de Deus

terça-feira, 7 de abril de 2009

E uma palavrinha do tio Spurgeon...



Da primeira vez que ouvi falar de Charles Spurgeon, logo o associei a palavra "Teologia Sistemática", e, por algum motivo, achei que ele seria um homem extremamente chato, cheio de papo acadêmico e epistemologias. Mas eu estava enganado.

Abaixo, uma citação que acabei de ler dele, carregada de poesia, verdade e majestades dignas do Príncipe dos Pregadores:

"A autora é o portão do dia e deve ser guardada com orações. Quem sai correndo da cama para os negócios e não espera para adorar é tão tolo quanto quem não se veste ou não lava o rosto ou tão insensato quanto o que se lança na batalha sem armas nem armadura. Que nos banhemos no rio refrescante da comunhão com Deus antes que a solidão e o peso da estrada comecem a oprimir-nos"


Guarde-mo-lo

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Recomendação

Devolvendo o Evangelho à missão integral

Um blog de Portugal com um gajo passando pelas mesmas revoluções (ou seriam reformas) em sua teologia. E este texto é simplesmente esclarecedor em relação ao nosso papel no mundo, enquanto Corpo de Cristo e escolhidos por Deus.

Altamente recomendado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Yo!

Para quem não sabe, houve um tempo em que o hip hop cristão era a trilha musical dos meus dias. Bem, este tempo passou, o rock suave do Casting Crows, Jill Philips e Downhere asumiram lugar de destaque - mas meu coração ainda preservou um pouco de nostalgia pelos tempos dos dançarinos com black-power e rimadores.

O vídeo abaixo é uma boa resposta a esta nostalgia. Além do ritmo ser bom, a letra parece ser incrível - afinal, que outro Rap faz menção a Arius?

quarta-feira, 25 de março de 2009

A liberdade dos escravos



Acabei de ver um vídeo que é simplesmente fantástico. Mark Driscoll, o incrível pastor de calças Jeans fala sobre a "alegria dos rebeldes", e, baseado em Filipenses, mostra que o lugar aonde podemos encontrar contentamento não é na cultura (no que os outros dizem) ou na espiritualidade - mas sim em Cristo Jesus, o Senhor.

Vocês podem baixar o vídeo aqui e as legendas aqui. Acho que o Windows Media Player não abre este formato, portanto sugiro que você baixe o BSPlayer. E aqui você pode aprender como ver as legendas com o vídeo.

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Você pode baixar o formato em FLV (mesmo formato dos vídeos do youtube) neste site. (dica do Fabrício, do ótimo Orthodoxia). Para assistir o vídeo, tente o FLV Player.

sábado, 21 de março de 2009

Alívio

"Esta verdade é significante e importante na vida da igreja e nas vidas de seus membros individuais.

Em primeiro lugar, ela dá ao filho de Deus a plena certeza de sua salvação. Se Cristo morreu deveras por todo homem que já viveu, eu nunca poderei estar certo de minha própria salvação. Se Cristo morreu por todos, e mesmo assim muitos perecem, que certeza eu posso ter de que serei salvo? Veja que tal visão, que além de tudo é anti-escriturística, pode levar somente alguém a duvidar sobre sua salvação.

Mas agora, à luz do testemunho da própria Escritura, alguém pode saber com certeza se ele é salvo e se entrará na glória celestial. Jesus morreu pelos pecados do Seu povo — aqueles dados a Ele pelo Pai. Quando Jesus morreu por eles, eles também receberam o Seu Espírito, que opera nos seus corações aquela vida que Cristo mereceu por eles. Tais pessoas são convertidas, confessando diante de Deus e dos homens que pertencem a Cristo. Estes são aqueles que clamam em arrependimento sincero, 'Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!' (Lucas 18:13). E estes têm a certeza do perdão dos pecados e a certeza da vida eterna no céu. Ninguém pode tomar esta certeza deles. Ninguém pode destruir a fé deles. Estes não cairão da graça de Deus uma vez lhes dada. Estes encontrarão conforto e segurança em sua confissão, 'Jesus morreu por mim'.

Mas ainda mais importante, esta verdade da Escritura de que Jesus morreu somente pelos pecados do Seu povo, é a única verdade que exalta o poder e a glória do Nome de Deus. Qualquer outra visão divergente detrata a glória do Seu Nome. Qualquer visão da expiação que sugira que a decisão final com respeito à salvação de alguém descansa no homem, detrata o poder e glória de Deus. Deus não compartilha Seu poder e glória com ninguém! Somente Ele é Deus! Ele tem poder absoluto. Ele determina do princípio ao fim. Ele determina o destino final de toda criatura — e Ele assim o faz em harmonia com Sua perfeita justiça.

Quando alguém considera apropriadamente o fato da expiação; quando alguém entende que aquele por quem Cristo morreu será certamente salvo — ele não pode fazer nada, senão glorificar o Nome de Deus que opera tais maravilhas!"

Autor: Rev. Gise J. Van Baren.

Ok. Se vocês acharem que o que está acima é errado, é anti-bíblico, bem, pensem mesmo, e busquem de Deus a resposta. O que posso dizer é que, apesar de anti-popular, tal doutrina é preciosa, e deve nos levar a adorar ainda mais nosso Senhor e Salvador.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Não tão importantes


Lendo John (ou seria Jonh?) Piper hoje, achei algo que pode parecer maio estranho diante de muito do que ouvimos por ai:

Não é para que nos tornemos importantes que Cristo existe. Antes, nós é quem existimos para que ele seja importante, e para que nos alegremos com isso. O objetivo deste livro é entender que as glórias de Cristo são um fim, e não um meio. O objetivo da glória de Cristo não é nos tornar ricos ou saudáveis. Cristo é glorioso para que, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, possamos nos alegrar nele.

Um homem chamado Jesus Cristo, Jonh Piper, Eidtora Vida


O objetivo de nossas vidas é ele. E mesmo o propósito eterno de Rm 8.29-30, embora trate de sermos a imagem e semelhança de Cristo, tem como objetivo não outro senão "dar glórias a Deus, nosso Pai".

***


O livro é editado pela Editora Vida, e tem um ótimo preço. Pela Saraiva, vendendo pela internet, custa míseros R$ 12,50 por ótimas 107 páginas. Está esperando o que para exercitar seu lado consumista?

Enchei a medida de vossos pais

Estava a pouco lendo um texto interessante de Jonh Stott sobre a importância de sermos semelhantes a Cristo. Bem, num dado momento do texto ele falou uma coisa que, apesar de ser, como Chesteron diria, um "estribilho do mundo atual", não me soou bem:
Havia um professor hindu na Índia que certa vez identificou um de seus alunos como sendo cristão e lhe disse: “Se vocês cristãos vivessem como Jesus Cristo, a Índia estaria a seus pés amanhã.” Eu acho que a Índia estaria aos seus pés hoje se nós cristãos vivêssemos como Cristo. Do mundo islâmico, o Reverendo Iskandar Jadeed, que era um árabe muçulmano, disse que “se todos os cristãos fossem cristãos – isto é, como Cristo – não haveria mais Islã hoje.”


"Se formos semelhantes a Cristo, o mundo se dobrará aos nossos pés". Sinceramente, não creio nisto, e por um simples detalhes - quando o próprio Jesus esteve no nosso mundo, não foi assim. Eles não beijaram, mas sim pregaram os pés de Jesus. E depois, quando vemos uma Igreja Primitiva cheia do poder do Espírito Santo, não vemos o império romano, ou as cidades gregas (muito mais cultas que os bárbaros judeus) aceitando o evangelho - mas vemos cristãos perseguidos e mortos.

Creio, sinceramente, que o problema é achar que basta as pessoas verem boas ações para aceitarem Jesus. Não. Não basta imagens agradáveis para causar nova vida. Sem a ação do Espírito Santo, o evangelho sempre será cheiro agradável para aqueles que se salvam, e cheiro de morte para os descrentes.

---correção---

Em relação ao título, e talvez como um exemplo a mais, refiro-me aos judeus que ornamentavam o túmulo dos profetas, dizendo que não fariam o mesmo se tivessem convivido com Elias e Jeremias. Tolice, pois pouco tempo depois eles não estavam matando apenas um dos servos do Senhor da vinha, mas o próprio filho. Do mesmo modo, estes que falam da "grandeza" de Jesus, de como o mundo se curvaria perante ele, são os mesmos que defendem aquilo que Jesus atacou - principalmente a religião de boas obras da carne. Podem não ser judeus, mas espiritualmente são filhos da mesa Hagar, escravos congênitos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um peregrino

http://www.dartmouth.edu/%7Elibrary/rauner/images/InspiredEditions_Bunyan_sm.jpg

(é mais ou menos assim que eu me sinto neste vida de estudante, levando roupas, cabos, livros e notebook nas terças-feiras)

E é só por hoje.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Você vem me pegar?

Não me lembro muito sobre este dia. Só me lembro que estava triste, ajoelhado na cama de minha mãe, e uma profunda tristeza me dominava.

Eu tentava orar, falar alguma coisa para Deus, mas as palavras não vinham direito. Sentia dor, sentia medo de cometer algum deslize. Se conhecesse Casting Crowns me lembraria da música East to West e da frase "But today I feel like I'm just one mistake away/From You leaving me this way" ("Mas hoje eu sinto como se eu só tivesse mais uma chance de errar antes que Tu me deixes dessa forma"). Mas não conhecia, e a dor continuava.

Uma hora, eu olhei para Deus, chorando, e perguntei, mais ou menos com essas palavras:

- Deus, se eu pecar, se eu me desviar... você me busca?

***


Não foi a única vez que esta pergunta me assaltou. De certo modo, ela é a outra forma de perguntar se o crente pode "perder a salvação". Se podemos cometer algum erro, alguma espécie de pecado ou incredulidade que nos tire do Senhor. Bem, até poucos meses atrás minha infeliz resposta seria "sim, eu posso perder a salvação. Se eu pecar demais, o pecado vai me cegar - e vai me cegar porque eu estou deixando. Deus vai olhar para mim com amor, mas não fará nada. Foi o caminho que escolhi, e ele me deixará ir nele até o fim, se assim eu quiser". A resposta para este medo seria se esforçar, me aplicar nas coisas do Senhor, "dar o meu melhor".

Mas há uma piada nisto tudo. Eu não tenho nenhuma espécie de melhor para dar. Tudo em mim é mal, de todos os lados! Se a base de minha salvação é a minha vontade, o meu livre-arbítrio, é uma base fraca, que a qualquer momento pode cair, e levar o castelo que estava encima dela direto para as chamas do inferno.

Entretanto, encontrei uma resposta - e agora, vem a parte estranha do post. Como disse no último texto, descobri um Deus mais forte do que eu. Descobri um Deus que, se eu caminho para as trevas, é poderoso para me tirar de lá. Um Deus que me ama tanto que passa por cima das minhas decisões e me leva para junto dele, junto de seus braços de misericórdia, que foram estendidos na cruz por causa dos meus pecados.

Um herói particular. É isto o que tenho encontrado em Deus. Que a cada dia eu caminhe mais perto dele, mais próximo destes braços, encontrando nele descanso e paz diante do monstro que habitava em mim, e que tenta me assombrar diariamente.

(confuso? poisé, as vezes é a palavra que eu uso também para designar este momento de mina vida. mas o fato de Deus conhecer meu futuro me enche de paz)

to be continued

Um post sem muitas pretensões

Oi!

Sim, peçam para lhe beliscarem. Depois de um longo tempo fora da blogosfera, achei que seria bom voltar aqui e voltar a alimentar esse bichinho. Não sei se a alimentação será igual a de antes, mas já que aqui tenho uma quantidade ilimitada de caracteres (para mais ou para menos), pode ser um lugar interessante para registrar algumas coisas que venho pensando - coisas que tem muito a ver com o relacionamento entre este arganaz e a rua rocha, e sobre a força e soberania desta rocha.

Para começar de um jeito bem simples: entrei na trilha da Teologia. Ok, por enquanto estou nos primeiros passos, e os montes acima de mim parecem imensos, terríveis, enigmáticos. Em cada canto parece haver uma encruzilhada, e se alguém lhe diz que é melhor tomar um caminho, pouco depois você escuta alguém chamando esta pessoa de herege. O estranho é que é uma briga encima de verdade, e a verdade é algo que não pode ser desvalorizado - mas buscado, como um diamante precioso forjado pelo melhor de todos os forjadores. Salomão mesmo disse a sabedoria era mais preciosa do que as jóias, e que nada é mais desejável do que ela. Acontece que o que sinto no meio desta trilha é que parece que o caminho de alguns serve apenas para criticar o dos outros, e que todos os pecados são perdoados - menos os teológicos.

Bem, mas vamos anotar aqui apenas algumas coisas (hey, calma, são poucas! não precisa fechar a janela, e eu não estava falando sério quando disse de "limite para mais"). Primeiro, que descobri o quanto eu sou mal, e em mim mesmo bem nenhum - e que eu posso ser sincero com Deus em relação a isto. E em segundo lugar, mas extremamente importante, tenho descoberto o quanto Deus é forte (o que , ainda nesta noite, escrevo num pequeno texto). Ele me ama, e cuida de mim, e me deu uma nova natureza. E, em terceiro lugar, que minha vida serve para a glória de Deus, e não para a minha.

Bem, é isto. Quem sabe esteja um pouco mais denso, ou apenas seja reflexo de um texto escrito numa noite depois de um dia um pouco cansativo. Apenas espero que este texto e os próximos sirvam para gloficar a Deus, e que ele me ajude em todos os caminhos.

Por fim: que nenhuma teologia, nem nenhum conhecimento sirva para me afastar de Cristo, ou queira se colocar entre mim em Cristo. Como recebi estes dias por e-mail, "O propósito da teologia é a adoração a Deus. A postura da teologia é sobre os joelhos. O modo da teologia é o arrependimento." (James M. Boice & Philip G. Ryken, em The Doctrines of Grace). É este modo que desejo.

É isto. Continuo minha caminhada. Se aparecer mais textos por aqui, leia, comente, compartilhe. Se não, este blog vai continuar parado, e em alguns dias a marca do beliscão ali do começo vai desaparecer.