quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Intervenção?...

Campanha política é assim mesmo. A gente recebe vários links, vários boatos cruzam nosso caminho - e, bem, de vez em quando é bom dar uma olhada de perto para ver se é verdade ou não.

Foi o que eu fiz hoje indo ver o polêmico blog PT + 20 anos no poder. Ele apareceu em alguns jornais recentemente por causa de um post com o título "A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!". Enquanto lia o artigo, deparei com uma parte... interessante.
"Está claro que D. Paulo [Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo] já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária. Temos que agir para que lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica."
Intervenção? Nem vou falar nada sobre a tal separação entre Estado e Igreja - algo que acho ideal -, mas intervenção soa como políticos dizendo quem é a melhor pessoa para ocupar um cargo eclesiástico, não baseada em sua santidade ou amor à palavra, mas sim à posição política.

Sei que o blog PT + 20 anos não é oficial, e não me surpreenderia se ele fosse atualizado por alguém do PSDB tentando sujar (ainda mais) a imagem do PT. Mas é curioso ver que esse pensamento de Estado dando pitacos na Igreja já esteja circulando por ai.

O que podemos dizer, como cristãos? Seja Dilma, seja Serra, uma hora a Igreja vai começar a incomodar os planos do Estado (assim espero), e ai eles vão querer "intervir" (talvez até mesmo em relação à Bíblia, como já acontece no Oriente Médio). O que faremos?

"Propôs-lhes então uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço. Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem."
(Lucas 21:29-36, grifo meu)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Novo projeto gráfico

É isso mesmo: novo visual, mesma frequência de posts de sempre.

Hey, TCC serve como desculpa para poucos post, não?

terça-feira, 8 de junho de 2010

A piada do liberalista cristão

1. Ele fala que a Bíblia não é importante;

2. Ele cita a Bíblia para basear esse ponto de vista.

Ps: entrando na mania do contodojo.blogspot.com de fazer posts
minúsculos. Com a diferença que os dele são bem melhores. Dêem um
pulo lá.

sábado, 29 de maio de 2010

O plano

— Qual o plano? — perguntou um para o outro.
— O plano é o seguinte: a gente segue o Rei.
— Tá, e depois?
— Como assim? Não tem depois.
— Tá, e até quando a gente faz isso?
— Até o fim do mundo.

domingo, 23 de maio de 2010

A altura do monstro

"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça escameada, cujo peso era de cinco mil siclos de bronze. Também trazia grevas de bronze nas pernas, e um dardo de bronze entre os ombros. A haste da sua lança era como o órgão de um tear, e a ponta da sua lança pesava seiscentos siclos de ferro; adiante dele ia o seu escudeiro. "
(1 Samuel 17:4-7, grifo meu)

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Quando chegamos nesta época do semestre (para os universitários, existem dois fins-de-ano por ano), gosto de fazer ma coisa: ponho no papel tudo aquilo que tenho que fazer, vejo com detalhes no que preciso dedicar mais tempo, coloco tarefas de forma objetiva. Depois disso, posso olhar para aquele amontoado de frases e perceber direito qual o tamanho do desafio que tenho pela frente.

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Estava participando mais uma vez desta rotina e me lembrei do versículo acima. O autor de I Samuel não se limitou a dizer que Golias era grande, mas deu sua altura, o peso de sua couraça e da ponta de sua lança - e eles são temíveis. Sobre a couraça e lança, não faço muita ideia, mas a altura dele equivale a uns 3 metros - ou mais. Mas isto não impediu que Davi o enfrentasse, no nome do Deus Todo-Poderoso.

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É desta ousadia que eu preciso. Por mais que minhas metas não sejam tão difíceis, somadas ao stress e ao pouco tempo até o fim de junho, elas podem parecer muito maiores do que são. Mas não devo me abater. Assim como Davi, posso confiar de que Deus será fiel, que ele me ajudará em cada uma das minhas lutas. Não importa se o desafio tem uma couraça de cinco mil siclos de bronze, ou uma lista de tarefas com mais de cinquenta itens (num único projeto): Deus é o mesmo.

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Mais um post casual de fim se semana.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Deus dissolvido

Estava aqui navegando na internet quando meu barco bateu num texto. Era uma reflexão sobre a morte de um tal José Fulano de Tal, homem muito direito, e no meio dos parágrafos o autor começa a falar algo assim:

José Fulano de Tal deveria ter aprendido que para viver, basta achar tempo para ouvir música. Quando melodia e rima se acasalam, nasce a sublime sonoridade do Paraíso. O Pai Eterno sorri quando seus filhos se aquietam para escutar os artesãos dos salmos, dos noturnos, das toadas, dos réquiens, das cantatas, das óperas, das polcas, do samba, dos hinos, dos recitais, dos corais, do jazz, da bossa-nova.

Depois ele continua falando que José deveria ter aprendido o prazer de ler, de amar, e que no fim deveria ter chamado Deus de Pai - ou Mãe, tanto faz.

Perai.

Nossa única fonte de conhecimento sobre Deus, inerrante e compelta, é as escrituras, ok? Então daonde que quem escreveu o texto tirou que Deus aprecia que seus filhos meramente ouçam música? Sim, a Bíblia tem um livro cheio de cânticos, e podemos tirar um ou tro nso outros livros - até memso no Novo Testamento. Mas isto não quer dizer que a música seja simplesmente divina. Aliás, ela pode ser tanto usada para louvar a Deus quanto para festejar o bezerro de ouro recém-construído.

Sabe qual o problema? Não, não nego que precisemos aprender sobre a paternidade de Deus. Necessitamos disto. Mas ver Deus deste modo, como alguém que só quer que sejamos felizes, não é crer num Pai Celestial, mas como C. S. Lewis disse, desejar um avô celestial. Acabamos criando um Deus ao nosso gosto, que não exige nada. Dissolvemos Deus e sua pessoa num mar de prazeres, e afogamos a ideia de pecado e do perdão.

Post-Scriptum: Descobri que o autor (não citei nem linkei de propósito) é mais do que um blogueiro qualquer. Independente de sua posição, que Deus nos leve a conhecer mais a Ele, e a lançar fora toda a mentira que nos afasta de Cristo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O altar de Acaz

crédito: desenho de Júlia Dutra sobre textura do Grunge Textures

Há pouco estava lendo 2 Reis 16. Embora quase todos os anos leia essa passagem, é surpreendente ver a que nível chegou Acaz, rei de Judá. Filho e neto de reis piedosos, e provavelmente conterrâneo de alguns profetas, ele não se contentou em deixar o Senhor e seguir o caminho dos reis de Israel. Numa visita à Assíria, se encantou com um dos altares, e resolveu um parecido no lugar do altar de bronze construído por Salomão. A partir do retorno do rei à Judá, todos os sacrifícios seriam feitos no novo altar. O velho, ficaria para "deliberação posterior".

Se o altar de bronze tem a ver com a morte de Cristo, com nossa justificação, esta passagem não revela como a Igreja está hoje? Quando esquecemos de falar da Cruz, quando deixamos de lado os fundamentos e a importância da obra de Jesus, não fazemos o mesmo? Não colocamos no centro a adoração aquilo que é novo, diferente, exótico, e colocamos a Verdade de lado?

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e nos leve ao caminho certo. Que possamos, assim como Moisés e os primeiros discípulos, seguir o modelo que foi mostrado no monte.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cidade dos Quadrados

crédito: sawitfirst.co.uk


Nota: O texto a seguir é só um exercício de aula. Não conheço Curitiba o suficiente, e qualquer erro se deve exclusivamente a minha ignorância.


Pense numa folha de papel quadriculado. Vários riscos azuis se atravessam, formando pequenos quadrados em todo o papel. Se ela for bem feita, todos eles terão a mesma forma, o mesmo tamanho, o mesmo ângulo - monótono, mas prático. Se você transformasse esse agrupamento de quadriláteros numa cidade, prédios nos espaços em branco, ruas encima das retas azuis, teria um retrato eficaz de Curitiba - tanto de sua forma quanto de sua personalidade.
Num dos cantos do quadrilátero se localiza o prédio onde mora Tezza, escritor curitibano, bom conhecedor da cidade. Seu apartamento, conhecido pelo almoços pontuais às doze horas e o cuco (herança de uma tia), é o décimo empilhado dentro de um prédio bege. Das janelas de sua sala é possível ver as ruas seguindo paralelas até o horizontes. Também se percebe que, apesar da precisão e da matemática, os cálculos não foram suficientes para que todas as casas, prédios e pessoas de Curitiba fossem iguais.
É possível enxergar, por exemplo, ao norte, um amontoado de prédios cinzas, que mesmo à distância causavam uma má impressão. Eles ficam perto da área industrial, onde a lei é o máximo de pessoas no mínimo espaço possível. Poderia ser pior, mas os operários passam boa parte do dia nas fábricas. Não devem ter tempo de reclamar.
Já no sul, um pouco mais perto, várias casas convivem bem com a simetria e precisão. Seus jardins são largos, lares são espaçosos, ruas são calmas.
Tezza mora no meio destes dois ambientes, mas não só geograficamente. Sua janela lhe permite ter uma visão ampla de sua cidade, e como um cartógrafo, munido apenas de caneta, ele escreve sobre as história que acontecem entre as linhas. Dos contrastes inesperados. De vez em quando, o cuco o lembra que é hora de parar.

Censura

Primeiro o Google disse que o Brasil era o país que mais vezes exigiu acesso ao banco de dados do Google.
Agora o Brasil está irritado porque o Google disse isso.

Qual o próximo passo? Processar (denovo) o Google?

Ah, é. Mudei o layout do blog.

domingo, 14 de março de 2010

A lá Spurgeon

A postura de alguns diante das Sagradas Escrituras é interessante. Vejam o senhor James. Ele se levanta e me diz"Estou disposto a aceitar apenas o que diz a Bíblia. Jamais darei ouvidos a quaisquer homem que venha me trazer seus conselhos carnais". Ele faz o que é certo, apreciando a Palavra de Deus e colocando-a sobre todo o mais, mas há um erro no seu argumento. Deixem-me ser claro: a Bíblia que o Sr. James carrega, ela mesma diz que ele deve se sujeitar as autoridades, ou mais, se sujeitar aos outros irmãos. Digo-lhes que o que impede-o de ser submisso não é o seu fervor pelas escrituras, mas sim o seu próprio orgulho. Por acaso com tais palavra eles não se assemelha àqueles que o apóstolo Paulo chamou de "pastores de si mesmos"? Homens que se tem em tão alta-estima que desprezam todo o resto? Sim, Sr. James, podes falar sobre os homens, e em tua torre de marfim te esconderes, conjecturando seres proprietário da verdade, mas colocaste a Bíblia num pináculo tão alto que não a consegues ler quando diz "não te estribes no teu próprio entendimento", ou então que "maldito é o homem que confia no homem". És tu como os fariseus, que embora se considerassem doutores da Lei, falharam em reconhecer Aquele que é revelado em todo o velho concerto?
Há alguns entre vós que dizeis "Oh, mas eu confio no Senhor. Eu acredito nele. Creio que Jesus é verdadeiro, e que ele morreu numa cruz. Também leio a Bíblia, e sei que ela veio de Deus". Entretanto, com a boca falas tais palavras, mas com o coração dizes outras. Crês em Jesus e fazes o que ele odeia? Amas a Bíblia e a desobedeces? Deste modo, pareces com o homem que lê no jornal, de manhã, que uma terrível tempestade há de se abater contra a cidade, destruindo todas as casas. "Eu acredito no jornal", ele diz, "e sei que o que está escrito aqui é a mais pura verdade". Entretanto, quando chega ao ponto final, tal homem se levanta e vai dormir. Enquanto repousa, às águas caem dos céus, enchem os rios, e pela manhã não resta mais casa alguma naquela cidade. Assim acontecerá também com vós, se não vos converterdes: havereis de dormir cantando sobre vossas crenças, mas sereis surpreendidos com a realidade que jamais conjeturastes.
Talvez teu coração doa diante destas palavras, e te faça sofrer, pois nestas frases vês o reflexo do que tens vivido. Tenho duas palavras para ti. A primeira: se nunca crestes, então comeces crendo em Cristo. Foi justamente para trazer libertação da incredulidade - pois este é o nome do vosso pecado - que nosso Senhor veio a esta terra. Creiam que vocês são realmente pecadores, muita piores que a minha sucinta descrição, e que não podem obter salvação por suas próprias obras. Arrependam-se, humilhem-se - e ele vos libertará. Ele fará a fé jorrar em vocês como o rio começa a brotar do deserto, trazendo vida ao redor. Buscar a fé em si mesmo é como buscar comida dentro duma vasilha vazia de madeira. O que vocês procuram não está ali, mas sim fora. A fé faz parte de todo o dom perfeito que não vem de outra fonte, senão da Divina.
Minha segunda palavra é: uma vez que creram em Cristo, obedeçam a Ele. Analisem as escrituras, e verão ali o registro escrito do Verbo que se fez carne. Amem tais palavras, obedecem-na, e creiam que é apenas por causa do tal rio de que falei acima que os frutos da obediência virão a nascer em ti.

 Estava pensando como seria interessante escrever um texto usando o jeito (ótimo) do Spurgeon. Ok, sei que não ficou tão bom, e com certeza Spurgeon terio feito uma exposição teológica muito melhor baseada (principalmente nos dois últimos parágrafos, que ficaram fracos).

É isto.

Até!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Uma imagem vale mais do que mil palavras... (2)

Uma nova versão do gráfico que postei ontem. Neste aqui, o uso dos gráficos em barras ajuda a entender melhor as quantidades (no primeiro, é difícil perceber que Manassés tem metade da população de Judá).

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma imagem vale mais do que mil palavras...

... mas a palavra de Deus vale mais do que mil imagens dos homens.

Abaixo, uma ajuda para aqueles que estão lendo Números. Os dados são do censo do capítulo um, com todas as tribos menos Levi.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nazaré é logo aqui

Jesus pregando. O ânimo de quem escuta não mudou nestes dois mil anos

Estava lendo ontem a passagem em Marcos em que Jesus prega em sua terra natal e percebi algo interessante: o problema dos nazarenos não era em conhecer pouco o Messias, mas achar que eles já o conheciam o suficiente. Jesus falava a eles sobre verdades eternas, e revelava a eles o Reino de Deus. Em contrapartida, eles escutavam pensando "bom, a gente conhece este garoto, viu ele crescer. Como é que de uma hora para a outra ele quer nos ensinar? Eu conheço a mãe e os irmãos dele. Eu conheço ele". Não conheciam. Embora soubessem o nome dos seus familiares, eles não haviam visto o Pai. Preferiam seus preconceitos à revelação sublime de Cristo.

Mas eles não são os únicos. Olhe ao nosso redor. Se você fala com alguém na rua sobre Jesus, provavelmente vai ouvir que a pessoa já o conhece. Mas é um conhecimento tão pequeno e deturpado que chega a ser mentira. Sabem sobre Jesus, um ou dois pontos de sua vida, mas correm o risco de no Dia do Senhor ouvirem-lo dizendo "eu não vos conheço".


"Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo."
(2 Coríntios 5:16)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Do motivo de não sermos felizes

Estudando um pouco de Recursos Humanos para um concurso no fim do mês (um meio agradável de aproveitar as férias, ainda mais em Florianópolis), econtrei a seguinte frase, numa definição de felicidade:
O estabelecimento de  plano de vida e de condições de lutar por ele pressupõe também um grau razoável de controle da própria vida. Referimo-nos a um controle apenas parcial, dado que o imponderável e o furtuito inerentes ao viver, (sic) nos impedem de até aspirar ao controle total. A consciência e a sensação de que não controlamos totalmente nossas própria vida é, sem dúvida, elemento de peso a conturbar a qualidade de vida e a felicidade.
Discordo da autora, por um motivo simples. A verdadeira felicidade do homem não está em se controlar, mas em Deus ser o seu Senhor, e Ele controlar nossas vidas. Como escreveu ontem o Jo do Canto do Jo, "Só somos verdadeiramente humanos quando somos Cristocêntricos, como bem realça a dogmática Barthiana: 'Em Jesus Cristo não há separação do homem de Deus, nem de Deus do homem'."  É no seu Reino, confiando nele, se submetendo a Ele, que encontraremos a verdadeira felicidade.

Poderia escrever mais, mas me falta tempo e inspiração. Em fevereiro eu volto. Espero.