segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Deus dissolvido

Estava aqui navegando na internet quando meu barco bateu num texto. Era uma reflexão sobre a morte de um tal José Fulano de Tal, homem muito direito, e no meio dos parágrafos o autor começa a falar algo assim:

José Fulano de Tal deveria ter aprendido que para viver, basta achar tempo para ouvir música. Quando melodia e rima se acasalam, nasce a sublime sonoridade do Paraíso. O Pai Eterno sorri quando seus filhos se aquietam para escutar os artesãos dos salmos, dos noturnos, das toadas, dos réquiens, das cantatas, das óperas, das polcas, do samba, dos hinos, dos recitais, dos corais, do jazz, da bossa-nova.

Depois ele continua falando que José deveria ter aprendido o prazer de ler, de amar, e que no fim deveria ter chamado Deus de Pai - ou Mãe, tanto faz.

Perai.

Nossa única fonte de conhecimento sobre Deus, inerrante e compelta, é as escrituras, ok? Então daonde que quem escreveu o texto tirou que Deus aprecia que seus filhos meramente ouçam música? Sim, a Bíblia tem um livro cheio de cânticos, e podemos tirar um ou tro nso outros livros - até memso no Novo Testamento. Mas isto não quer dizer que a música seja simplesmente divina. Aliás, ela pode ser tanto usada para louvar a Deus quanto para festejar o bezerro de ouro recém-construído.

Sabe qual o problema? Não, não nego que precisemos aprender sobre a paternidade de Deus. Necessitamos disto. Mas ver Deus deste modo, como alguém que só quer que sejamos felizes, não é crer num Pai Celestial, mas como C. S. Lewis disse, desejar um avô celestial. Acabamos criando um Deus ao nosso gosto, que não exige nada. Dissolvemos Deus e sua pessoa num mar de prazeres, e afogamos a ideia de pecado e do perdão.

Post-Scriptum: Descobri que o autor (não citei nem linkei de propósito) é mais do que um blogueiro qualquer. Independente de sua posição, que Deus nos leve a conhecer mais a Ele, e a lançar fora toda a mentira que nos afasta de Cristo.

Um comentário:

  1. Boa! Gostei!
    Aliás, um coisa que me choca constantemente é a trsiteza que é estampada no rosto dos santos`que, à partida, foram pessoa de bem completamente realizadas...
    Boa continuação!

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