— Qual o plano? — perguntou um para o outro.
— O plano é o seguinte: a gente segue o Rei.
— Tá, e depois?
— Como assim? Não tem depois.
— Tá, e até quando a gente faz isso?
— Até o fim do mundo.
sábado, 29 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
A altura do monstro
"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça escameada, cujo peso era de cinco mil siclos de bronze. Também trazia grevas de bronze nas pernas, e um dardo de bronze entre os ombros. A haste da sua lança era como o órgão de um tear, e a ponta da sua lança pesava seiscentos siclos de ferro; adiante dele ia o seu escudeiro. "
(1 Samuel 17:4-7, grifo meu)
***
***
Quando chegamos nesta época do semestre (para os universitários, existem dois fins-de-ano por ano), gosto de fazer ma coisa: ponho no papel tudo aquilo que tenho que fazer, vejo com detalhes no que preciso dedicar mais tempo, coloco tarefas de forma objetiva. Depois disso, posso olhar para aquele amontoado de frases e perceber direito qual o tamanho do desafio que tenho pela frente.
***
Estava participando mais uma vez desta rotina e me lembrei do versículo acima. O autor de I Samuel não se limitou a dizer que Golias era grande, mas deu sua altura, o peso de sua couraça e da ponta de sua lança - e eles são temíveis. Sobre a couraça e lança, não faço muita ideia, mas a altura dele equivale a uns 3 metros - ou mais. Mas isto não impediu que Davi o enfrentasse, no nome do Deus Todo-Poderoso.
***
É desta ousadia que eu preciso. Por mais que minhas metas não sejam tão difíceis, somadas ao stress e ao pouco tempo até o fim de junho, elas podem parecer muito maiores do que são. Mas não devo me abater. Assim como Davi, posso confiar de que Deus será fiel, que ele me ajudará em cada uma das minhas lutas. Não importa se o desafio tem uma couraça de cinco mil siclos de bronze, ou uma lista de tarefas com mais de cinquenta itens (num único projeto): Deus é o mesmo.
***
Mais um post casual de fim se semana.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O Deus dissolvido
Estava aqui navegando na internet quando meu barco bateu num texto. Era uma reflexão sobre a morte de um tal José Fulano de Tal, homem muito direito, e no meio dos parágrafos o autor começa a falar algo assim:
Depois ele continua falando que José deveria ter aprendido o prazer de ler, de amar, e que no fim deveria ter chamado Deus de Pai - ou Mãe, tanto faz.
Perai.
Nossa única fonte de conhecimento sobre Deus, inerrante e compelta, é as escrituras, ok? Então daonde que quem escreveu o texto tirou que Deus aprecia que seus filhos meramente ouçam música? Sim, a Bíblia tem um livro cheio de cânticos, e podemos tirar um ou tro nso outros livros - até memso no Novo Testamento. Mas isto não quer dizer que a música seja simplesmente divina. Aliás, ela pode ser tanto usada para louvar a Deus quanto para festejar o bezerro de ouro recém-construído.
Sabe qual o problema? Não, não nego que precisemos aprender sobre a paternidade de Deus. Necessitamos disto. Mas ver Deus deste modo, como alguém que só quer que sejamos felizes, não é crer num Pai Celestial, mas como C. S. Lewis disse, desejar um avô celestial. Acabamos criando um Deus ao nosso gosto, que não exige nada. Dissolvemos Deus e sua pessoa num mar de prazeres, e afogamos a ideia de pecado e do perdão.
Post-Scriptum: Descobri que o autor (não citei nem linkei de propósito) é mais do que um blogueiro qualquer. Independente de sua posição, que Deus nos leve a conhecer mais a Ele, e a lançar fora toda a mentira que nos afasta de Cristo.
José Fulano de Tal deveria ter aprendido que para viver, basta achar tempo para ouvir música. Quando melodia e rima se acasalam, nasce a sublime sonoridade do Paraíso. O Pai Eterno sorri quando seus filhos se aquietam para escutar os artesãos dos salmos, dos noturnos, das toadas, dos réquiens, das cantatas, das óperas, das polcas, do samba, dos hinos, dos recitais, dos corais, do jazz, da bossa-nova.
Depois ele continua falando que José deveria ter aprendido o prazer de ler, de amar, e que no fim deveria ter chamado Deus de Pai - ou Mãe, tanto faz.
Perai.
Nossa única fonte de conhecimento sobre Deus, inerrante e compelta, é as escrituras, ok? Então daonde que quem escreveu o texto tirou que Deus aprecia que seus filhos meramente ouçam música? Sim, a Bíblia tem um livro cheio de cânticos, e podemos tirar um ou tro nso outros livros - até memso no Novo Testamento. Mas isto não quer dizer que a música seja simplesmente divina. Aliás, ela pode ser tanto usada para louvar a Deus quanto para festejar o bezerro de ouro recém-construído.
Sabe qual o problema? Não, não nego que precisemos aprender sobre a paternidade de Deus. Necessitamos disto. Mas ver Deus deste modo, como alguém que só quer que sejamos felizes, não é crer num Pai Celestial, mas como C. S. Lewis disse, desejar um avô celestial. Acabamos criando um Deus ao nosso gosto, que não exige nada. Dissolvemos Deus e sua pessoa num mar de prazeres, e afogamos a ideia de pecado e do perdão.
Post-Scriptum: Descobri que o autor (não citei nem linkei de propósito) é mais do que um blogueiro qualquer. Independente de sua posição, que Deus nos leve a conhecer mais a Ele, e a lançar fora toda a mentira que nos afasta de Cristo.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O altar de Acaz
crédito: desenho de Júlia Dutra sobre textura do Grunge Textures
Há pouco estava lendo 2 Reis 16. Embora quase todos os anos leia essa passagem, é surpreendente ver a que nível chegou Acaz, rei de Judá. Filho e neto de reis piedosos, e provavelmente conterrâneo de alguns profetas, ele não se contentou em deixar o Senhor e seguir o caminho dos reis de Israel. Numa visita à Assíria, se encantou com um dos altares, e resolveu um parecido no lugar do altar de bronze construído por Salomão. A partir do retorno do rei à Judá, todos os sacrifícios seriam feitos no novo altar. O velho, ficaria para "deliberação posterior".
Se o altar de bronze tem a ver com a morte de Cristo, com nossa justificação, esta passagem não revela como a Igreja está hoje? Quando esquecemos de falar da Cruz, quando deixamos de lado os fundamentos e a importância da obra de Jesus, não fazemos o mesmo? Não colocamos no centro a adoração aquilo que é novo, diferente, exótico, e colocamos a Verdade de lado?
Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e nos leve ao caminho certo. Que possamos, assim como Moisés e os primeiros discípulos, seguir o modelo que foi mostrado no monte.
Assinar:
Comentários (Atom)

