quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Um pouco de Lewis para vocês...

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Uma foto do Tio Lewis
Pois é. Queria colocar aqui alguns fragmentos de Surprised by Joy (Surpreendido pela Alegrai, Editora Mundo Cristão), que recebi há um tempo de um irmão, quando estava fazendo a biografia de C. S. Lewis para um trabalho de colégio. Eu sei que quem visita um blog espera textos do autor, mas esses textos merecem ser lidos e relidos.

Sobre o dilema moral gerado por seu teísmo filosófico:

De fato, para um jovem ateu é impossível defender sua fé com total eficácia. Perigos espreitam em toda parte. Você não deve fazer, nem mesmo tentar fazer, a vontade do Pai, a menos que esteja preparado para "tomar consciência da doutrina". Todos os meus atos, desejos e pensamentos deveriam ser postos em harmonia com o Espírito universal. Pela primeira vez examinei-me a mim mesmo com um propósito seriamente prático. E ali encontrei o que me assustou; um bestiário de luxúrias, um hospício de ambições, um canteiro de medos, um harém de ódios mimados. Meu nome era legião. (...)

Assim como os ossos secos se batiam e se ajuntavam naquele tenebroso vale de Ezequiel, agora também um teorema filosófico, cerebralmente acalentado, começava a agitar-se e erguer-se, lançando longe a mortalha e pondo-se de pé para tornar-se presença viva. Eu não mais teria permissão para brincar de filosofia. Talvez, como hoje creio, ainda fosse verdade que meu "Espírito" diferisse de algum modo do "Deus da religião popular". Meu Adversário abriu mão desse ponto. Isso megulhou em total irrelevância. Ele não se disporia a discutir a questão. Disse somente: "Eu sou o Senhor"; "Eu sou o que sou"; "Eu sou".





Afinal, o instante da sua conversão, que na minha opinião é o trecho mais bonito do livro:

O Deus que eu afinal havia reconhecido era único, e era justo. O paganismo fora somente a infância da religião, ou apenas um sonho profético. Onde a coisa se desenvolvera plenamente? Ou onde estava o despertar? (The everlasting man me estava ajudando aqui) Só existiam de fato duas respostas possíveis: ou no hinduísmo ou no cristianismo. Todo o resto fora uma preparação para essas duas religiões, ou senão vulgarização (no sentido de disseminação) delas. Tudo o que você pudesse encontrar em qualquer outro lugar, encontraria também numa das duas, só que de forma mais evoluída. Mas o hinduísmo parecia ter duas desvantagens. Em primeiro lugar, não parecia ser tanto a maturidade moralizada e filosófica do paganismo, mas uma mera coexistência não partilhada de filosofia e paganismo não depurado; a meditação do brâmane na floresta e, na vila distante dali poucos quilômetros, prostituição no templo, sati, crueldade, monstruosidade.

Em segundo lugar, não havia uma base histórica como no cristianismo. Na época eu já era experimentado o suficiente na crítica literária para considerar os Evangelhos como mitos. Eles não tinham sabor mítico, e no entanto a própria essência que eles revelavam ao seu modo não artístico, histórico - aqueles judeus de mente estreita, pouco atraentes, cegos demais diante da riqueza mítica do mundo pagão em torno deles - era precisamente a essência dos grandes mitos. Se alguma vez um mito se tornasse fato, fosse encarnado, seria exatamente assim. E nada mais em toda a literatura era exatamente assim. De certo modo, os mitos são como os Evangelhos. De outro, a história é como eles. Mas nada era absolutamente como eles. E pessoa nenhuma era como a Pessoa que eles descrevem; tão real, tão reconhecível, mesmo ao longo de todo esse abismo temporal, quanto o Sócrates de Platão ou o Johnson de Boswell (dez vezes mais que o Goethe de Eckermann ou o Scott de Lockhart); e no entanto também numinosa, iluminada por uma luz estranha ao mundo, um deus. Mas se um deus - já não somos politeístas - então não um deus, mas Deus. Aqui, e somente aqui, em toda a extensão do tempo, o mito deve ter-se tornado fato; a Palavra, carne; Deus, Homem.






Sobre a passagem definitiva ao cristianismo:

O Deus que eu afinal havia reconhecido era único, e era justo. O paganismo fora somente a infância da religião, ou apenas um sonho profético. Onde a coisa se desenvolvera plenamente? Ou onde estava o despertar? (The everlasting man me estava ajudando aqui) Só existiam de fato duas respostas possíveis: ou no hinduísmo ou no cristianismo. Todo o resto fora uma preparação para essas duas religiões, ou senão vulgarização (no sentido de disseminação) delas. Tudo o que você pudesse encontrar em qualquer outro lugar, encontraria também numa das duas, só que de forma mais evoluída. Mas o hinduísmo parecia ter duas desvantagens. Em primeiro lugar, não parecia ser tanto a maturidade moralizada e filosófica do paganismo, mas uma mera coexistência não partilhada de filosofia e paganismo não depurado; a meditação do brâmane na floresta e, na vila distante dali poucos quilômetros, prostituição no templo, sati, crueldade, monstruosidade.

Em segundo lugar, não havia uma base histórica como no cristianismo. Na época eu já era experimentado o suficiente na crítica literária para considerar os Evangelhos como mitos. Eles não tinham sabor mítico, e no entanto a própria essência que eles revelavam ao seu modo não artístico, histórico - aqueles judeus de mente estreita, pouco atraentes, cegos demais diante da riqueza mítica do mundo pagão em torno deles - era precisamente a essência dos grandes mitos. Se alguma vez um mito se tornasse fato, fosse encarnado, seria exatamente assim. E nada mais em toda a literatura era exatamente assim. De certo modo, os mitos são como os Evangelhos. De outro, a história é como eles. Mas nada era absolutamente como eles. E pessoa nenhuma era como a Pessoa que eles descrevem; tão real, tão reconhecível, mesmo ao longo de todo esse abismo temporal, quanto o Sócrates de Platão ou o Johnson de Boswell (dez vezes mais que o Goethe de Eckermann ou o Scott de Lockhart); e no entanto também numinosa, iluminada por uma luz estranha ao mundo, um deus. Mas se um deus - já não somos politeístas - então não um deus, mas Deus. Aqui, e somente aqui, em toda a extensão do tempo, o mito deve ter-se tornado fato; a Palavra, carne; Deus, Homem.


Só pra atualizar... To gripado...

Paz

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

A Batalha No Vale do Ego (Partes 1 e 2)

Nota: Os fatos abaixo são inspirados em fatos reais, com a parte espiritual adicionado pelo escritor.

Parte 1

Era mais um Natal.

Aquele jovem havia ido passar esta festa, dita cristã, com a sua vó e seus tios. Na verdade, só havia ido passar mesmo: seus presentes, ele já tinha ganho. Ah, sim, ia ganhar uma camisa da avó. Mas nada que fizesse ele ir a festa por causa do presente. Foi mais para ficar um pouco junto dos tios, dos primos, embora sua família fosse a única cristã ali. Até, quanto a isto, estava gostando da festa: pode conversar bem com seus tio, rir um pouco (embora depois achasse que suas risadas eram de coisas condenáveis) e tirar fotos.

Era mais um Natal.

Foi quando, depois de terem revelado o amigo oculto (no qual o jovem ganhou um cd que há muito queria, e pode presentear um primo recém-saído de uma clínica de dependentes químicos com um livro cristão - com direito a alusão a fênix no discurso e tudo), aconteceu. Seele soubesse que, dali a pouco, iria acontecer uma das maiores batalhas que ele já vivenciara, quem sabe até mesmo tivesse se escondido, ou ido para o banheiro orar. Porém, naquele momento, tudo o que via era apenas um camarada de vermelho, com a barba mal-colocada, vindo em direção à sala. Ele se sentou ao lado da árvore que havia ali perto, e passou a chamar as pessoas, dando a cada uma presentes. O jovem já sabia que seu nome seria citado só uma vez, e, alegremente, tirando fotos, via os outros serem chamados e receberem presentes.

Foi quando iniciou.

Não há como dizer quando começou. O que aconteceu foi que, num dado momento, acabaram na mente do jovem pensamentos felizes, e como que um vulto passou por ele. Não que ele tenha notado, mas seu espírito deve ter sentido medo. Esse vulto, então, passou a contaminar o coração do jovem, a medida que as pessoas iam recebendo presentes e ele ia ficando só com aquela camisa. Já parecia que a camisa não valia nada, e o livro também nada. Parecia que tudo o que tinha não era nada, perante a beleza dos outros recebendo presentes. Passou a ter raiva cada vez que um nome era repetido, e cada vez que um nome dito não era o seu como que uma faca batia em seu coração. Até o seu irmão, quando ele pediu para ajudar a abrir um presente, negou friamente. Por fim, não era mais o jovem que agradecia a Deus pela festa, e que havia, minutos antes, deixado Jesus falar através de si para um homem num 1,99. Era um jovem que se sentia o último de todos, recluídos, não lembrado. Se tivesse que escolher uma palavra para dizer o que se sentia naquele momento, seria "perdedor".

Os presentes acabaram. Todas as pessoas felizes corriam de um lado para o outro, felizes com o que haviam ganho. Quanto ao jovem, até mesmo o seu presente estava caído no chão. Ele se aproximou e colocou o presente encima de uma caixa de presentes imensa, de um presente que um primo havia ganho. Um primo, uma criança de 2 anos que mal sabe falar direito, ganhar mais que ele! O primeiro da família a fazer o vestibular. O mais inteligente da família. O melhor de todos. Isso não era justo. Logo depois disso, ele virou-se, e seu pai vinha em sua direção.

- Tudo bem, filho?
- Sim - Ele respondeu, com a face demonstrando que era falso o que dizia. O pai disse algumas coisas a mais, mas naquele momento poucas coisas poderiam animar o jovem. Quem sabe se o pai desse para ele 50 reais, como prêmio de consolação, para que ele pudesse dizer para todod mundo que havia ganho. Porém o pai só disse coisas assim, e depois seguiu para ver um presente que uma senhora ali havia ganho - uma televisão e algumas coisas a mais.

O jovem poderia ter seguido, ter visto tudo e continuar com sua cara triste, vingativa, pronta afazer alguma coisa para chamar a atenção. Porém alguma coisa o impeliu ao banheiro, para orar.

Parte 2

No banheiro, se ajoelhou diante da pia, e começou a chorar. De um jeito que não chorava há muito tempo. Um choro sofrido, de alguém que durante boa parte da vida havia sido ignorado, deixado de lado pelos outros. Chorou, e orava também, demonstrando sua tristeza perante este Deus.

Foi quando a batalha aconteceu.

A Força que oprimia o jovem parecia ganhar territória, quando uma luz brilhou. O jovem nào viu nada disto, e é provável que nem saiba da causa que gerou o produto que veremos logo a seguir. Mas, voltando a luz, era como se o próprio Espírito Santo estivesse ali, e eu não me atrevo a dizer que isto é mentira. A tal Força logo recuou.

- Você sabe muito bem que este jovem foi deixado de lado por aqueles que dizem que o amam. Você sabe que este Natal para ele será o pior, pois ele viu como o gênero humano é horrível - Ela falou. Já a outra força, que emanava luz, embora tivesse uma espada forte o suficiente para detonar a Força Opressora, se limitou a dizer:

- E você sabe que ele recebeu o meio resente de todos - Diante dessas palavras, até mesmo o jovem, que não ouvia nada, levantou um pouco a face.

- Como assim melhor presente? A camisa? O livro? O CD? A presença de todos? - A Força Redentora, ao ouvir estas palavras, com uma face de triunfo, falou:

- Não. Você fala do que você entende e vê. Mas Eu falo daquilo que vejo e sei. Este jovem recebeu, não neste dia, mas já há muito tempo, um presente maior que todos os recebidos nesta noite. Ele recebeu Cristo em seu coração. O mesmo Cristo que celebram (dizem) hoje, habita em seu coração, e isto dá ao jovem a esperança da Glória. Por isso mesmo, aliás, você, ó Força Opressora (Na verdade não foi disto que eel a chamou, mas o nome é impronunciável), não tem poder de tocar nele, já que ele foi revestido da proteção do próprio Pai! - A Força Opressora ouvia essas palavras com um rosto amargo, como o de uma criança que recebe uma repreensão do pai. Ainda tentou se lançar sobre a Força Redentora, mas logo sumiu. Com ela, sua sombra, suas trevas, e, naquele banheiro, o clima foi ocupado por uma luz indescritível.

O jovem não via nada, porém logo percebeu aquilo que a Força Redentora disse: Cristo habitava nele, e este presente era muito maior. E, mesmo que ele quisesse olhar para o ponto de vosta material, seus presentes eram ótimos, o dia estava ótimo, tudo estava maravilhoso. Foi assim, alegre, pulando, e limpando o rosto que saiu do banheiro. Não era mais o jovem carranncudo, mas um jovem que tinha um rosto brilhante.

Na verdade, nem me limito a dizer que ele estava tal qual antes do camarada de vermelho chegar. Na verdade, embora ali ele estivesse alegre, se sentia meio tímido. Porém, para este novo jovem, até mesmo, depois do avô rezar, dizer "Viva o Verdadeiro Rei" era fácil. E, depois, quando pediram para cada um dizer o que achou da festa, ela falou de boca cheia que havia gostada, e que queria que Cristo nascesse no coração de cada um deles.

A batalha então terminou. Não o jovem, mas Cristo havia ganho nele, e feito de seu natal a coisa que realmente era para ser: um momento de repartir presente. E o jovem, esmo que não pensasse nisso, pode compartilhar o melhor presente que há.

Jesus.

"Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;" (CL 1:27)

domingo, 25 de dezembro de 2005

Sobre o Espanhol, e otras cositas más!

Seria engraçado jogar Senhor dos Anéis em Espanhol.
Em que outra versão teríamos o prazer de, ao abrir o jogo, ler "El Señor de los Anillos"?
E de ouvir Gollum resmungando "Mi precioso... Mi precioso..."

***

O espanhol é uma língua engraçada. Os países de colonização espanhola também. Aqui no Brasil, jogamos "The Sims" e enrolamos a língua para dizer "The Return of The King". Já nesses países, eles jogam "Los Síms" e falam normalmente "El Retorno de Lo Rei" (tradução livre). Sim, isso faz com que nesses países haja mais nacionalismo, dizem algum. Mais patriotismo. Mas também pode fazer com que vez ou outra apareça um Maradona por ai...

***

Terminando: se você for fazer vestibular para UFSC, e escolher fazer Espanhol como língua estrangeira, preparesse. Não, não que a prova é muito difícil (na verdade, tem umas pegadinhas, mas basta ter um pouco de lógica). Mas por causa dos textos. Lá só tem Neruda, e esses textos melancólicos de sonhos não alcançados. Como o de passar da primeira fase na Copa o Japão.

***

Pelo menos eles podiam colocar textos engraçados, como Maradona explicando o que aconteceu no aeroporto.
"Eles me colocaram uma arma bem aqui... E eu acho que eram americanos"


***

Isso que dá ler Millor... E ainda por cima na Veja. Mas li alguns textos dela e não achei tão ruins não...
E ae crítica que a tia do cinema fez pro Guia do Mochileiro das Galáxias achei boa....

sábado, 24 de dezembro de 2005

Desabafo...

"Olá maninho(a)... Passei aqui pra te desejar um feliz Natal, Próspero ASno Novo, Dia de Reis, essas coisas...

E não se esqueça:

VIVA O VERDADEIRO REI!!!"

Nas últimas horas, em suma, foi issoo que eu escrevi...

Para mais de 50 pessoas.

A mão, cada um.

Sem Orkutmania.

Sem control c (tá... só em um)

Tendo que aguentar as fadinhas da auto análise

Tendo que aguentar o Orkutmania

Tendo que conversar no MSN

E torcendo pra sobra um tempo e eu joga tibia...

Se eu não receber do Papai Noel um bom presente...

Pelo menos só de enviar um orkutmania a pessoa devia perder presente de natal.

Yo, Yo, Yo, Feliz Natal.

Paz

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Christmas

Papai Noel de Nárnia

   Pois é. Eu sei que, por essa época do ano, as pessoas costumam já repudiar qualquer coisa que se refira a Natal. A TV, a Internet e as rádios (principalmente as rádios, e estas com maior impacto na vida das pessoas) vêm falando desse tema a meses, na maior parte das vezes na forma de promoções, dizendo que "seu Natal só será feliz se você usar o nosso produto na ceia", ou "seu presente só será bem aceito se for o nosso". Algumas até são engraçadas, mas, de qualquer forma, é de irritar um pouco isto. Porém, queria falar algumas coisas o sobre o Natal também, não na forma que você vê, mas numa "\/15Ã0 AlT3RN4T1\/A" (em homenagem ao meu antigo blog). Por isso até coloquei como título "Christmas", palavra inglesa para Natal e que, aliás, servirá para o que vou dizer abaixo. Poderia colocar aqui um texto falando sobre como o natal está decadente. Mas já perdi vários blogs buscando fazer "textos impessoais". Neste, gostaria de colocar sinceramente minha opinião para o natal.
   Primeiramente, eu me revolto com o Natal. Me revolto com esse jeito hoje. Poxa, você liga a TV, como disse acima, e aparece sempre aquelas cenas do jovem que recebe um presente, mas não fica feliz porque não foi o do produto que paga a propaganda. Legal. Receber presentes é ótimo (Aliás, nesse fim de ano vou ganhar As Crônicas de Nárnia - Versão Completa e Abolição do Homem, de C. S. Lewis). Porém: onde está Jesus ai? Se comemoramos o Natal, que deveria significar "nascimento", porque não comemora-se o nascimento de Jesus? Ah sim, tem aquele presépio lá no canto da sala, e um até na praça XVI de Novembro, aqui em Florianópolis. Muito bonito. Mas teve uma imagem que eu vi esses dias que me surpreendeu: um mendigo dormindo na praça, perto do presépio. Porque imagens tem casa, mas um homem não tem. E, mesmo com presépio, quando chega o velhinho de barba branca, ele perde todo o seu brilho: vira mais um enfeite, ao lado de uma árvore cheia de bolas. Um enfeite. O Pai da Eternidade servindo de molde para um mero enfeite, que depois do natal joga-se fora, ou guarda-se por um ano num sótão.
   O tal Papai Noel também me irrita. Primeiro porque ganhou o lugar que era do meu Salvador: basta olhar que nas lojas o que mais se tem é Papai Noéis, Ursos Polares, Renas, e muitas poucas vezes um bebê representando Jesus. Na verdade irmãos, eu creio que Papai Noel, em si, vendo a história dele, e o que eu creio que o bispo Nicolau fez, é algo bom. Francisco de Assis foi um homem temente a Deus, assim com Pedro e Paulo. Porém, viraram ídolos, coisa que eu creio que eles abominariam. Nicolau foi um homem que, como todos devem saber, ajudou duas filhas de um homem empobrecido, na noite de Natal, e ajudava crianças, dando presentes para aqueles que não tinham nada. Ele, pelo o que vejo, queria aproveitar essa data para presentear os mais pobres, como agradecendo a Jesus no seu suposto aniversário, como Ele disse "E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes".(MT 25:40). É uma ótima intenção. Em Nárnia, C. S. Lewis mostra também Papai Noel, o que ajuda a aumentar um pouco a legião dos que o repudiam. Porém, ao mesmo tempo, não é um Papai Noel que toma o lugar: é um Papai Noel que dá para as crianças Pavensie presentes que ajudarão elas no combate contra as forças da feiticeira, numa clara alusão ao Espírito Santo. Até no filme há uma frase que não há na versão do livro que eu li, na qual o Papai Noel fala "Confie neste arco e ele não errará o alvo", numa alusão clara a fé. E, quando ele sai, não sai só com o clássico "Ho, Ho, Ho", mas com um berro dizendo "Viva o Verdadeiro Rei", ou "Viva Aslam", como aparece no filme. Creio que, na verdade, a figura de Papai Noel só tenha problema quando toma o lugar de Jesus no Natal. E, como isso é como pedir para que na Páscoa o coelho perca o papel principal, creio que o melhor é já dizer as crianças desde cedo que Papai Noel não existe. Olhe pelo lado bom: elas já serão mais inteligentes que a maior parte das crianças na sua idade.
   Outra coisa que me irrita é as pessoas que ficam amáveis no Natal. Não, não me irrito com sua amabilidade. Mas o que me irrita pessoalmente é que essas pessoas são boas, boas, mas só nessa data. E, até mesmo nesta data, elas não ficam tão felizes. Na verdade, cumprem a alegria como se fosse parte de um ritual. Por um ou dois dias você convive bem com seus familiares, genros com sogras, porém logo depois do dia 4 de Janeiro volta tudo ao normal. E, ao mesmo tempo, continuam sendo como realmente são, no fundo. Na verdade, usam máscaras, que caem quando outra pessoa recebe um presente melhor, ou quando não agrada tanto. Lá dentro, estão as mesmas pessoas que não ajudam as outras no Natal. Basta ver como, na verdade, não são muito produtivas as campanhas de arrecadações no Natal. Sim, há uma gama até considerável de presentes e arrecadações, mas, se o espírito de Natal fosse mesmo real, fosse mesmo aquilo que vemos em propagandas (até de celulares, para ver aonde chegou o caos...), as arrecadações seriam tão grandes que nas TVs não veríamos astros dizendo, implorando "tragam presentes", mas veríamos os apresentadores implorando "por favor: pare de trazer presentes que já não podemos mais arrecadar".
   Por fim, gostaria de dizer um pouco em como eu imagino um bom Natal. Ou, melhor: como eu imaginaria o natal Perfeito. Não precisa ser no inverno, no meio da neve, embora haja uma certa (me perdoem pela palavra) "magia" nesse cenário. Uma escolha especial minha seria um Natal celebrado numa campina verde com uma grande fogueira no centro. Ao redor, irmãos felizes, com harpas e violões, dançando e celebrando o nascimento do Redentor. Depois, num dado momento, os irmãos trocariam presentes, não porque a data impõe, mas porque se amam. As crianças brincariam felizes com os presentes, sem se importar se uma ganhou mais que a outra, e os adultos conversariam felizes, falando sobre o que o nascimento de Jesus fez em suas vidas. E, no fim, todos celebrariam bem alto um grande "Viva o Verdadeiro Rei".
   Alegro-me porque, este Natal, está chegando perto. cada vez mais.
   "Aslam está chegando".


quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Hollywood e Deus

   Antes de mais nada, o título é isso mesmo que você leu. Não é nenhuma espécie de associação entre Deus e o culto pagão de árvores sagradas. na verdade, este texto, como diria o aoutor de "Brás, Bexiga e Brra Funda", este texto não nasceu texto. Nasceu observaçào. na verdade, nasceu depois de 1h e 45 mn vendo um dos últimos filmes de Hollywood. Depois de vê-lo, uma pergunta nasceu em minha mente..
   É... Impressão minha ou... Hollywood tem falado até um pouco demais o nome "Deus"?
A Paixão de Cristo
   Em exemplo é o filme "A Ilha". O filme não é cristão, porém fala sobre o problema do homem tentar ser maior que Deus. E não é cois de "visão de crente": num momento do filme, um dos personagens fala que pode fazer uma certa proeza genética, e depois pergunta: "quantas pessoas no mundo podem dizer isto?". O outro então fala : "Só você (sic) e Deus". Isso mesmo. Com direito a letra maiúscula na legenda e tudo. Em "Um Ato de Coragem", com Denzel Washington, também: é uma das melhores analogias (se proposital ou não, não sei) do que Jesus teria pensado ao morrer por nós. Pena que a cena que melhor mostra isto foi cortada, mas pode ser vista nos extrasdo DVD. Também cada vez mais há personagens que falam de Deus, ou que frequentam igrejas, ou mesmo filmes que apregoem um estilo de famíia saudável (como "Radio", "Mississipi em Chamas", "Os Incríveis" e no próprio "Um Ato de Coragem".
   E não é só isso. Passemos aos filmes que falam deliberadamente de Deus. Em que outro momento seria de se imaginar que um filme sobre Jesus conseguisse um espaço na TV além de aparecer na páscoa, quando a TV não tem mais nada para passar? Porém "Paixão de Cristo", de Mel Gibson, foi um verdadeiro sucesso, e baseado totalmente na Palavra (Tanto que no início do filme aparece o versículo de Isaías 53 que fala sobre o sofrimento do Ungido) . E, recentemente, tivemos a obra-prima do amado irmão C. S. Lewis, "As Crônicas de Nárnia" (aliás, é difícil achar algo que não seja primo na obre de Lewis), sendo passada para o cinema - e pela Walt Disney! Novamente, mais uma contradição: desde quando a Disney de "Fantasia" e outros filmes de bruxaria lançaria uma obra de um doa maiores defensores cristãos na Inglaterra. Também tivemos recentemente o filme "Lutero", que mostra a vida deste mestre da fé que, mesmo o filme não sendo tão famoso quanto os outros, pelo menos conseguiu chegar em boa parte das locadoras, e pode alcançar um público de historiadores ou apenas pessoas que queiram saber mais sobre a Reforma. E até mesmo no cinema nacional tivemos recentemente a experiência de "Irmãos de Fé", um filme sobre a vida do Apóstolo Saulo. Sim, há alguns erros e uma certa adoração a Pedra, porém depois de filmes como "Carandiru" e "Cidade de Deus", é estranho e novo um filme que fale da Bíblia e em vidas mudadas por este maravilhoso livro.
Gandalf


   Porém irmãos, isso não significa que devemos parar de fazer cultos e ir só ao cinema, receber de Deus lá. Ainda em muitos filmes dos quais citei acima, há cenas contradizentes com a parte "cristã". E sei também que pode ser meio que uma "onda" em Hollywood para cativar o público cristão. Porém, querendo ou não, essas frases, esses filmes, podem servir para que, após um filme desses, ao conversar com um amigo, possamos aproveitar essas cenas para falar de Jesus. Ou então o próprio Jesus pode tocar no coração dele. Lembro-me que no filme "Operação Babá", da Disney também, há um momento que uma das pessoas na platéia de uma luta levanta um cartaz com a insrição "JO 3:16", que remete ao versículo que diz "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Para uma pessoa que largou a fé, por exemplo, ou uma que está próxima de se aproximar de Cristo, essa cena, embora esteja num contexto bem inadequado, pode fazer com que Deus esteja falando com ela sobre este versículo. Também houve um caso de um amigo meu que resolveu parar de fazer uma besteira por causa de uma frase que ele ouviu no filme "Senhor dos Anéis", cjuo autor, Tolkien, era cristão, e levou o prórpio C. S. Lewis a fé. Sim, não foi uma mudança total na vida da pessoa, porém por um momento ela mudou os seus atos.
   Por fim, gostaria de deixar uma sugestão: seria interessante que alguns irmãos estivessem aproveitando esses "ganchos" que temos em alguns filmes para estar falando de Jesus para outras pessoas. Temos que aproveitar algumas portas que Deus nos abre através dos filmes.
   Fiquem em paz, amados irmãos.

sábado, 17 de dezembro de 2005