sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Christmas

Papai Noel de Nárnia

   Pois é. Eu sei que, por essa época do ano, as pessoas costumam já repudiar qualquer coisa que se refira a Natal. A TV, a Internet e as rádios (principalmente as rádios, e estas com maior impacto na vida das pessoas) vêm falando desse tema a meses, na maior parte das vezes na forma de promoções, dizendo que "seu Natal só será feliz se você usar o nosso produto na ceia", ou "seu presente só será bem aceito se for o nosso". Algumas até são engraçadas, mas, de qualquer forma, é de irritar um pouco isto. Porém, queria falar algumas coisas o sobre o Natal também, não na forma que você vê, mas numa "\/15Ã0 AlT3RN4T1\/A" (em homenagem ao meu antigo blog). Por isso até coloquei como título "Christmas", palavra inglesa para Natal e que, aliás, servirá para o que vou dizer abaixo. Poderia colocar aqui um texto falando sobre como o natal está decadente. Mas já perdi vários blogs buscando fazer "textos impessoais". Neste, gostaria de colocar sinceramente minha opinião para o natal.
   Primeiramente, eu me revolto com o Natal. Me revolto com esse jeito hoje. Poxa, você liga a TV, como disse acima, e aparece sempre aquelas cenas do jovem que recebe um presente, mas não fica feliz porque não foi o do produto que paga a propaganda. Legal. Receber presentes é ótimo (Aliás, nesse fim de ano vou ganhar As Crônicas de Nárnia - Versão Completa e Abolição do Homem, de C. S. Lewis). Porém: onde está Jesus ai? Se comemoramos o Natal, que deveria significar "nascimento", porque não comemora-se o nascimento de Jesus? Ah sim, tem aquele presépio lá no canto da sala, e um até na praça XVI de Novembro, aqui em Florianópolis. Muito bonito. Mas teve uma imagem que eu vi esses dias que me surpreendeu: um mendigo dormindo na praça, perto do presépio. Porque imagens tem casa, mas um homem não tem. E, mesmo com presépio, quando chega o velhinho de barba branca, ele perde todo o seu brilho: vira mais um enfeite, ao lado de uma árvore cheia de bolas. Um enfeite. O Pai da Eternidade servindo de molde para um mero enfeite, que depois do natal joga-se fora, ou guarda-se por um ano num sótão.
   O tal Papai Noel também me irrita. Primeiro porque ganhou o lugar que era do meu Salvador: basta olhar que nas lojas o que mais se tem é Papai Noéis, Ursos Polares, Renas, e muitas poucas vezes um bebê representando Jesus. Na verdade irmãos, eu creio que Papai Noel, em si, vendo a história dele, e o que eu creio que o bispo Nicolau fez, é algo bom. Francisco de Assis foi um homem temente a Deus, assim com Pedro e Paulo. Porém, viraram ídolos, coisa que eu creio que eles abominariam. Nicolau foi um homem que, como todos devem saber, ajudou duas filhas de um homem empobrecido, na noite de Natal, e ajudava crianças, dando presentes para aqueles que não tinham nada. Ele, pelo o que vejo, queria aproveitar essa data para presentear os mais pobres, como agradecendo a Jesus no seu suposto aniversário, como Ele disse "E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes".(MT 25:40). É uma ótima intenção. Em Nárnia, C. S. Lewis mostra também Papai Noel, o que ajuda a aumentar um pouco a legião dos que o repudiam. Porém, ao mesmo tempo, não é um Papai Noel que toma o lugar: é um Papai Noel que dá para as crianças Pavensie presentes que ajudarão elas no combate contra as forças da feiticeira, numa clara alusão ao Espírito Santo. Até no filme há uma frase que não há na versão do livro que eu li, na qual o Papai Noel fala "Confie neste arco e ele não errará o alvo", numa alusão clara a fé. E, quando ele sai, não sai só com o clássico "Ho, Ho, Ho", mas com um berro dizendo "Viva o Verdadeiro Rei", ou "Viva Aslam", como aparece no filme. Creio que, na verdade, a figura de Papai Noel só tenha problema quando toma o lugar de Jesus no Natal. E, como isso é como pedir para que na Páscoa o coelho perca o papel principal, creio que o melhor é já dizer as crianças desde cedo que Papai Noel não existe. Olhe pelo lado bom: elas já serão mais inteligentes que a maior parte das crianças na sua idade.
   Outra coisa que me irrita é as pessoas que ficam amáveis no Natal. Não, não me irrito com sua amabilidade. Mas o que me irrita pessoalmente é que essas pessoas são boas, boas, mas só nessa data. E, até mesmo nesta data, elas não ficam tão felizes. Na verdade, cumprem a alegria como se fosse parte de um ritual. Por um ou dois dias você convive bem com seus familiares, genros com sogras, porém logo depois do dia 4 de Janeiro volta tudo ao normal. E, ao mesmo tempo, continuam sendo como realmente são, no fundo. Na verdade, usam máscaras, que caem quando outra pessoa recebe um presente melhor, ou quando não agrada tanto. Lá dentro, estão as mesmas pessoas que não ajudam as outras no Natal. Basta ver como, na verdade, não são muito produtivas as campanhas de arrecadações no Natal. Sim, há uma gama até considerável de presentes e arrecadações, mas, se o espírito de Natal fosse mesmo real, fosse mesmo aquilo que vemos em propagandas (até de celulares, para ver aonde chegou o caos...), as arrecadações seriam tão grandes que nas TVs não veríamos astros dizendo, implorando "tragam presentes", mas veríamos os apresentadores implorando "por favor: pare de trazer presentes que já não podemos mais arrecadar".
   Por fim, gostaria de dizer um pouco em como eu imagino um bom Natal. Ou, melhor: como eu imaginaria o natal Perfeito. Não precisa ser no inverno, no meio da neve, embora haja uma certa (me perdoem pela palavra) "magia" nesse cenário. Uma escolha especial minha seria um Natal celebrado numa campina verde com uma grande fogueira no centro. Ao redor, irmãos felizes, com harpas e violões, dançando e celebrando o nascimento do Redentor. Depois, num dado momento, os irmãos trocariam presentes, não porque a data impõe, mas porque se amam. As crianças brincariam felizes com os presentes, sem se importar se uma ganhou mais que a outra, e os adultos conversariam felizes, falando sobre o que o nascimento de Jesus fez em suas vidas. E, no fim, todos celebrariam bem alto um grande "Viva o Verdadeiro Rei".
   Alegro-me porque, este Natal, está chegando perto. cada vez mais.
   "Aslam está chegando".


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