Nota: Os fatos abaixo são inspirados em fatos reais, com a parte espiritual adicionado pelo escritor.
Parte 1
Era mais um Natal.
Aquele jovem havia ido passar esta festa, dita cristã, com a sua vó e seus tios. Na verdade, só havia ido passar mesmo: seus presentes, ele já tinha ganho. Ah, sim, ia ganhar uma camisa da avó. Mas nada que fizesse ele ir a festa por causa do presente. Foi mais para ficar um pouco junto dos tios, dos primos, embora sua família fosse a única cristã ali. Até, quanto a isto, estava gostando da festa: pode conversar bem com seus tio, rir um pouco (embora depois achasse que suas risadas eram de coisas condenáveis) e tirar fotos.
Era mais um Natal.
Foi quando, depois de terem revelado o amigo oculto (no qual o jovem ganhou um cd que há muito queria, e pode presentear um primo recém-saído de uma clínica de dependentes químicos com um livro cristão - com direito a alusão a fênix no discurso e tudo), aconteceu. Seele soubesse que, dali a pouco, iria acontecer uma das maiores batalhas que ele já vivenciara, quem sabe até mesmo tivesse se escondido, ou ido para o banheiro orar. Porém, naquele momento, tudo o que via era apenas um camarada de vermelho, com a barba mal-colocada, vindo em direção à sala. Ele se sentou ao lado da árvore que havia ali perto, e passou a chamar as pessoas, dando a cada uma presentes. O jovem já sabia que seu nome seria citado só uma vez, e, alegremente, tirando fotos, via os outros serem chamados e receberem presentes.
Foi quando iniciou.
Não há como dizer quando começou. O que aconteceu foi que, num dado momento, acabaram na mente do jovem pensamentos felizes, e como que um vulto passou por ele. Não que ele tenha notado, mas seu espírito deve ter sentido medo. Esse vulto, então, passou a contaminar o coração do jovem, a medida que as pessoas iam recebendo presentes e ele ia ficando só com aquela camisa. Já parecia que a camisa não valia nada, e o livro também nada. Parecia que tudo o que tinha não era nada, perante a beleza dos outros recebendo presentes. Passou a ter raiva cada vez que um nome era repetido, e cada vez que um nome dito não era o seu como que uma faca batia em seu coração. Até o seu irmão, quando ele pediu para ajudar a abrir um presente, negou friamente. Por fim, não era mais o jovem que agradecia a Deus pela festa, e que havia, minutos antes, deixado Jesus falar através de si para um homem num 1,99. Era um jovem que se sentia o último de todos, recluídos, não lembrado. Se tivesse que escolher uma palavra para dizer o que se sentia naquele momento, seria "perdedor".
Os presentes acabaram. Todas as pessoas felizes corriam de um lado para o outro, felizes com o que haviam ganho. Quanto ao jovem, até mesmo o seu presente estava caído no chão. Ele se aproximou e colocou o presente encima de uma caixa de presentes imensa, de um presente que um primo havia ganho. Um primo, uma criança de 2 anos que mal sabe falar direito, ganhar mais que ele! O primeiro da família a fazer o vestibular. O mais inteligente da família. O melhor de todos. Isso não era justo. Logo depois disso, ele virou-se, e seu pai vinha em sua direção.
- Tudo bem, filho?
- Sim - Ele respondeu, com a face demonstrando que era falso o que dizia. O pai disse algumas coisas a mais, mas naquele momento poucas coisas poderiam animar o jovem. Quem sabe se o pai desse para ele 50 reais, como prêmio de consolação, para que ele pudesse dizer para todod mundo que havia ganho. Porém o pai só disse coisas assim, e depois seguiu para ver um presente que uma senhora ali havia ganho - uma televisão e algumas coisas a mais.
O jovem poderia ter seguido, ter visto tudo e continuar com sua cara triste, vingativa, pronta afazer alguma coisa para chamar a atenção. Porém alguma coisa o impeliu ao banheiro, para orar.
Parte 2
No banheiro, se ajoelhou diante da pia, e começou a chorar. De um jeito que não chorava há muito tempo. Um choro sofrido, de alguém que durante boa parte da vida havia sido ignorado, deixado de lado pelos outros. Chorou, e orava também, demonstrando sua tristeza perante este Deus.
Foi quando a batalha aconteceu.
A Força que oprimia o jovem parecia ganhar territória, quando uma luz brilhou. O jovem nào viu nada disto, e é provável que nem saiba da causa que gerou o produto que veremos logo a seguir. Mas, voltando a luz, era como se o próprio Espírito Santo estivesse ali, e eu não me atrevo a dizer que isto é mentira. A tal Força logo recuou.
- Você sabe muito bem que este jovem foi deixado de lado por aqueles que dizem que o amam. Você sabe que este Natal para ele será o pior, pois ele viu como o gênero humano é horrível - Ela falou. Já a outra força, que emanava luz, embora tivesse uma espada forte o suficiente para detonar a Força Opressora, se limitou a dizer:
- E você sabe que ele recebeu o meio resente de todos - Diante dessas palavras, até mesmo o jovem, que não ouvia nada, levantou um pouco a face.
- Como assim melhor presente? A camisa? O livro? O CD? A presença de todos? - A Força Redentora, ao ouvir estas palavras, com uma face de triunfo, falou:
- Não. Você fala do que você entende e vê. Mas Eu falo daquilo que vejo e sei. Este jovem recebeu, não neste dia, mas já há muito tempo, um presente maior que todos os recebidos nesta noite. Ele recebeu Cristo em seu coração. O mesmo Cristo que celebram (dizem) hoje, habita em seu coração, e isto dá ao jovem a esperança da Glória. Por isso mesmo, aliás, você, ó Força Opressora (Na verdade não foi disto que eel a chamou, mas o nome é impronunciável), não tem poder de tocar nele, já que ele foi revestido da proteção do próprio Pai! - A Força Opressora ouvia essas palavras com um rosto amargo, como o de uma criança que recebe uma repreensão do pai. Ainda tentou se lançar sobre a Força Redentora, mas logo sumiu. Com ela, sua sombra, suas trevas, e, naquele banheiro, o clima foi ocupado por uma luz indescritível.
O jovem não via nada, porém logo percebeu aquilo que a Força Redentora disse: Cristo habitava nele, e este presente era muito maior. E, mesmo que ele quisesse olhar para o ponto de vosta material, seus presentes eram ótimos, o dia estava ótimo, tudo estava maravilhoso. Foi assim, alegre, pulando, e limpando o rosto que saiu do banheiro. Não era mais o jovem carranncudo, mas um jovem que tinha um rosto brilhante.
Na verdade, nem me limito a dizer que ele estava tal qual antes do camarada de vermelho chegar. Na verdade, embora ali ele estivesse alegre, se sentia meio tímido. Porém, para este novo jovem, até mesmo, depois do avô rezar, dizer "Viva o Verdadeiro Rei" era fácil. E, depois, quando pediram para cada um dizer o que achou da festa, ela falou de boca cheia que havia gostada, e que queria que Cristo nascesse no coração de cada um deles.
A batalha então terminou. Não o jovem, mas Cristo havia ganho nele, e feito de seu natal a coisa que realmente era para ser: um momento de repartir presente. E o jovem, esmo que não pensasse nisso, pode compartilhar o melhor presente que há.
Jesus.
"Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;" (CL 1:27)
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